Desigualdades sociais na saúde da população idosa na Região Metropolitana de Campinas

Orientador: Tirza Aidar

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2013
Main Author: Simomura, Viviane Lazari, 1985-
Orientador/a: Aidar, Tirza, 1961-
Banca: Donalisio, Maria Rita, Cunha, José Marcos Pinto da
Format: Dissertação
Language:por
Published: [s.n.]
Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Demografia
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/279470
Citação:SIMOMURA, Viviane Lazari. Desigualdades sociais na saúde da população idosa na Região Metropolitana de Campinas. 2013. 115 p. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/279470>. Acesso em: 22 ago. 2018.
Resumo Português:Resumo: O reconhecimento e análise das desigualdades em saúde são fundamentais para compreender o complexo processo saúde, doença, cuidado e morte; para a qualificação das informações em saúde e, consequentemente, o suporte de políticas públicas e intervenções sanitárias em busca de equidade. Embora muitos trabalhos se dediquem a compreender como as desigualdades sociais afetam as condições de saúde e mortalidade da população, na literatura brasileira ainda são escassos estudos desenhados especificamente para a população idosa. Este trabalho busca contribuir para a temática, avaliando diferenciais nos níveis e padrões epidemiológicos da mortalidade da população adulta e idosa no contexto da Região Metropolitana de Campinas (RMC): de alto desenvolvimento econômico e ampla oferta de serviços de saúde - de baixa, média e alta complexidade -, por um lado, mas, por outro lado, de fortes desigualdades sociais. São três as principais perguntas que nortearam a pesquisa: (1) Os diferenciais em favor da menor mortalidade de grupos populacionais que vivem em melhores condições, já amplamente identificada na literatura para a saúde materno infantil e juvenil, se mantêm nas idades adultas e mais avançadas? (2) Caso positivo, tais diferenciais independem das causas de óbito? (3) Há indícios de efeito de sobrevivência refletido na diminuição dos diferenciais nas idades mais avançadas? Para tanto, foram analisadas estimativas de taxas de mortalidade da população com 45 anos e mais, por sexo, grupos etários e principais causas de morte na RMC, no período de 2003 e 2004. Os dados analisados são do sistema de registros de óbitos, georeferenciados segundo local de residência, considerando quatro áreas diferenciadas segundo indicadores de vulnerabilidade social. Os resultados indicam que, para a população de 45 a 59 e de 60 a 69 anos, as áreas mais nobres e consolidadas da RMC apresentam taxas de mortalidade sempre bem abaixo das demais, independente do sexo e, com raríssimas exceções, dos grandes e principais grupos de causas analisados. Intervalos de confiança calculados para razões entre as taxas mostram que os diferenciais são estatisticamente significativos para a mortalidade em geral e que estes diferenciais diminuem nas idades mais avançadas (de 70 a 79 e 80 anos ou mais), indicando a existência de viés de sobrevivência
Resumo inglês:Abstract: The recognition and analysis of the inequalities in health are important to understand the complex health, disease, care and death process for the qualification of the information in health and, consequently, the support of public policies and sanitary interventions in the search for equity. Although many studies are dedicated to the understanding of how the social inequalities affect the health and mortality conditions of the population, in Brazilian literature studies designed specifically for old population are still scarce. This paper seeks to contribute for the subject, evaluating differentials in the epidemiological levels and patterns of the adult and elder population's mortality in the context of the Campinas Metropolitan Region (CMR): of high economic development and a wide delivery of health services - of low, medium and high complexity, on the one hand, but of high social inequalities on the other. Three main questions guided the research: (1) Do the differentials in favor of the lower death rate of population groups that live in better conditions, already broadly identified in the maternal child and juvenile health literature continue in the adult and older ages? (2) If the answer is yes, are these differentials independent from death causes? (3) Is there evidence of survival effect reflected on the reduction of the differentials in older ages? For this reason, estimates of mortality rates of the population 45 years or more, by gender, age groups and the main death causes in the CMR, in 2003 and 2004 were analyzed. The data analyzed are from the death register system, georeferenced according to the address, considering four differentiated areas according to social vulnerability. The results indicate that, for the population of 45 to 59 and 60 to 69 years, the noblest consolidated areas of the CMR present mortality rates always much lower than the others, regardless of gender and, with very rare exceptions, from the large and main groups of analyzed causes. Confidence intervals calculated for ratio among the rates show that the differentials is statistically significant, and that these differentials are reduced, in the more advanced ages (from 70 to 79 and 80 years or more), indicating the existence of survival bias