CInAPCe, rádio nômade, comunica-brincadeira : uma metodologia de comunicação científica em Neurociências para alunos do ensino básico

Orientador: Paula Teixeira Fernandes

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2013
Main Author: Sanches, Juliano Luís Pereira, 1985-
Orientador/a: Fernandes, Paula Teixeira, 1975-
Banca: Min, Li Li, Bodstein, Celso Luiz Figueiredo
Format: Dissertação
Language:por
Published: [s.n.]
Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Estudos da Linguagem
Programa: Programa de Pós-Graduação em Divulgação Científica e Cultural
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
CVA
Online Access:http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/270828
Citação:SANCHES, Juliano Luís Pereira. CInAPCe, rádio nômade, comunica-brincadeira: uma metodologia de comunicação científica em Neurociências para alunos do ensino básico. 2013. 248 p. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/270828>. Acesso em: 23 ago. 2018.
Resumo Português:Resumo: A proposta deste trabalho foi possibilitar a formulação de conjecturas sobre as neurociências a partir de leituras sonoras de "CInAPCe, rádio nômade, comunica-brincadeira: Uma metodologia de comunicação científica em Neurociências para alunos do Ensino Básico". Um artefato sonoro foi construído em duas edições, com atenção à imersão nas neurociências, e disponibilizado para grupos de alunos e professores do Ensino Fundamental, vinculados à escola pública da SME, EMEF Francisco Ponzio Sobrinho, Santa Odila, Campinas/São Paulo. A iniciativa buscou a aproximação escolar com alguns dos diálogos atuais sobre as neurociências, com ênfase em epilepsia e AVC (Acidente Vascular Cerebral). O objetivo geral foi verificar, numa perspectiva analítica, como um artefato sonoro pode ser inserido em uma experiência comunicativa com uma escola pública do Ensino Fundamental de Campinas. O projeto permitiu o debate entre alunos do Ensino Fundamental na faixa etária de 10 anos de idade (5° ano ou quarta série). Os resultados mostraram alguns aspectos interessantes nas neurociências. Setenta por cento dos alunos nunca presenciaram uma crise de epilepsia. Alguns estudantes (35%) têm parentes e amigos que já tiveram crises. A pesquisa mostra a dificuldade em manter a calma durante a crise. "A pessoa, que não tem epilepsia, tem medo de quem tem". A maioria dos sujeitos (59%) acredita que existe diferença entre os que têm epilepsia e os que não têm. Com essa experiência rizomática, a criança foi convidada para a enunciação de uma atitude de provocação sobre as neurociências. Direta ou indiretamente, os alunos promoveram novos exercícios e problemas intelectuais aos pesquisadores. A dinâmica da cartografia foi: os pesquisadores provocaram os alunos e as crianças provocaram os pesquisadores, permitindo novas relações dialéticas e dialógicas. A perspectiva foi baseada na formulação de leituras provocativas sobre o conhecimento. Colocar as certezas em crise. As crianças não são entidades inócuas, mas, sim, agentes políticos, filosóficos e artísticos
Resumo inglês:Abstract: The purpose of this study was to enable the formulation conjectures about the neuroscience from sound readings of "CInAPCe, nomad radio, communicate-joke: A methodology for scientific communication in Neurosciences to Elementary School students". A sound artifact was built in two editions, focusing the immersion in the neurosciences, and was available for groups of students and teachers of Elementary School - EMEF, Francisco Ponzio Sobrinho, Santa Odila, Campinas/São Paulo. The initiative sought to approach school with some of dialogues about the neurosciences, such as in the epilepsy and stroke cases. The overall purpose was to verify, an analytical perspective, how a sound artifact can be inserted into a communicative experience with a public school in Campinas. The project allowed the debate between elementary school students aged 10 years old. The results showed some interesting aspects in the neurosciences. Seventy percent of students have never seen an epileptic seizure. Some students (35%) have relatives and friends who have had seizures. This research showed the difficult in maintaining calm during the epileptic seizure. "The person, who doesn't have epilepsy, has afraid of who has". Most subjects (59%) believe that there is a difference between those who have epilepsy and who don't have. With this experience, the child was invited to the enunciation of a provocative attitude on the neurosciences. Direct or indirectly, the students promoted new intellectual exercises and problems to researchers. The dynamic cartography was: researchers led students and the children led the researchers, allowing new dialogical and dialectical relations. The perspective was based on the formulation of provocative readings about the knowledge, taking the true in doubts. Children aren't innocuous entities, but, rather, political, philosophical and artistic agents