Caracteriza??o farmacol?gica da guanilato ciclase sol?vel em prepara??es de art?ria mesent?rica isolada de ratos normotensos e hipertensos

Orientadores: Gilberto de Nucci, Fabiola Taufic Monica Iglesias

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2012
Main Author: Rojas Moscoso, Julio Alejandro, 1980-
Orientador/a: De Nucci, Gilberto, 1958-, Nucc, Gilberto de
Banca: Anh?, Gabriel Forato, Krieger, Marta Helena, Muscara, Marcelo Nicolas, Zatz, Roberto
Format: Tese
Published: [s.n.]
Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ci?ncias M?dicas
Programa: Programa de P?s-Gradua??o em Farmacologia
Assuntos em Portugês:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/309514
Citação:ROJAS MOSCOSO, Julio Alejandro. Caracteriza??o farmacol?gica da guanilato ciclase sol?vel em prepara??es de art?ria mesent?rica isolada de ratos normotensos e hipertensos. 2012. 81 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ci?ncias M?dicas, Campinas, SP. Dispon?vel em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/309514>. Acesso em: 21 ago. 2018.
Resumo Português:Resumo: A enzima alvo do NO, a guanilato ciclase sol?vel (GCs) ? respons?vel em converter o trifosfato de guanosina (GTP) em monofosfato de guanosina c?clico (GMPc). ? sabido que a via do NO-GCs-GMPc est? alterada em diversas patologias, como no diabetes mellitus, na hipertens?o arterial e pulmonar, na disfun??o er?til assim como nas altera??es do baixo trato urin?rio. O estresse oxidativo presente nestas patologias pode ser um dos respons?veis por influenciar o estado redox da GCs promovendo a oxida??o da mesma e, portanto, criando um estado de refratariedade aos tratamentos usuais. O uso de nitratos org?nicos n?o ? eficiente no tratamento destas patologias j? que o uso cont?nuo leva ? toler?ncia. Sendo assim, compostos que atuem na via NO-GCs-GMPc seja ativando ou estimulando a enzima GCs constituem importantes alvos no tratamento das disfun??es causadas por anormalidades da via do NO. Baseado no exposto acima o objetivo do presente trabalho foi avaliar o estado redox da enzima GCs de ratos hipertensos renovasculares (2K1C) e espontaneamente hipertensos (SHR) e seus respectivos grupos controles atrav?s de curvas concentra??o resposta ? fenilefrina (PE), acetilcolina (ACh), nitroprussiato de s?dio (SNP), ao estimulador (BAY 41-2272) e ativador (BAY 60-2770) da GCs em art?ria mesent?rica superior isolada. Em alguns experimentos os inibidores da GCs (quinoxalin-1-one 1H[1,2,4] oxidiazolo [4,3-a]) (ODQ) ou da sintase de ?xido n?trico (NOS), N (G)-nitro-Larginine methyl ester (L-NAME) foram incubados previamente ao relaxamento induzido pelo BAY 41-2272 ou BAY 60-2770. Os par?metros de pot?ncia (pEC50) e resposta m?xima (Emax) foram determinados. A press?o sist?lica (PS) e o peso foram determinados semanalmente. A PS dos animais SHR mostrou elevada (188,23 ? 3,46 mm/Hg) na 8? semana em rela??o ao respectivo grupo controle (118,83 ? 2,67 mm/Hg), sendo este aumento ainda maior na 16? (203,75 ? 3,61 mm/Hg), enquanto que o peso corporal dos animais SHR apresentou-se menor na 8? semana de vida. Nos ratos 2K1C os animais apresentaram aumento na PS de, aproximadamente, 25 e 40 % na 1? e 8? semana p?s-clipagem, respectivamente. Os resultados funcionais mostraram que a contra??o a fenilefrina foi significativamente maior nos animais SHR em compara??o ao controle e este efeito n?o foi observado nos animais 2K1C. Em animais SHR e 2K1C o relaxamento a ACh foi maior em compara??o ao grupo controle, com aumento da resposta m?xima e deslocamento da pot?ncia (aproximadamente 3 vezes), respectivamente. Em rela??o ao SNP, tanto nos animais SHR como nos 2K1C houve deslocamento da pEC50 de, aproximadamente, 67 e 5 vezes para a direita, respectivamente em rela??o aos respectivos grupos controles, sem altera??o da Emax. O relaxamento ao estimulador da GCs, BAY 41-2272 encontrou-se deslocado para a direita nos animais SHR (2,2 vezes), sem nenhuma altera??o nos ratos 2K1C. A adi??o de L-NAME e ODQ tanto nos animais hipertensos como normotensos diminui a pot?ncia do BAY 41-2272, sugerindo que o relaxamento desta subst?ncia ? dependente do ac?mulo de GMPc e atua sinergicamente com NO. Interessantemente, o ativador BAY 60-2770 induziu relaxamento nos animais SHR que foi, aproximadamente, 47 vezes mais potente em rela??o ao controle. Nenhuma diferen?a foi observada nos animais 2K1C. Diferentemente do BAY 41-2272, a presen?a de LNAME ou ODQ potencializou o relaxamento ao BAY 60-2770, mostrando que a oxida??o da GCs ou at? mesmo a aus?ncia de NO favorecem este efeito. Em conclus?o, nossos dados mostram que nas mesent?ricas dos animais SHR a enzima GCs pode estar oxidada (Fe3+), uma vez que observamos diminui??o e aumento da pot?ncia do BAY 41-2272 e BAY 60-2770, respectivamente. Por sua vez, nos vasos de animais 2K1C nenhuma altera??o foi observada nas respostas a estas subst?ncias, por?m, o relaxamento ao SNP encontrou-se diminu?do, sugerindo diminui??o da biodisponibilidade do NO. Assim, os estimuladores e ativadores da enzima GCs constituem importante ferramenta farmacol?gica para avaliar o estado redox da GCs
Resumo inglês:Abstract: The target enzyme NO, the soluble guanylate cyclase (sGC) is responsible to convert guanosine triphosphate (GTP) to cyclic guanosine monophosphate (cGMP). It is known that, via the NO-cGMP GCs is altered in various pathologies, such as diabetes mellitus, arterial hypertension and pulmonary in erectile dysfunction as well as changes in the lower urinary tract. The oxidative stress can be present in these conditions a significant role in influencing the redox state of sGC promoting oxidation thereof and, thus creating a state of refractory to usual treatments. The use of organic nitrates is not effective in treatment of pathologies since the continuous use leads to tolerance. Thus, compounds that act via the NO-sGC-cGMP is activating or stimulating the enzyme sGC are important targets in the treatment of disorders caused by abnormalities of the NO pathway. Based on the above the aim of this study was to evaluate the redox state of the enzyme sGC renovascular hypertensive rats (2K1C) and spontaneously hypertensive rats (SHR) and their respective controls by concentration-response curves to phenylephrine (PE), acetylcholine (ACh), sodium nitroprusside (SNP), the stimulator (BAY 41-2272) and activator (BAY 60-2770) of the sGC in superior mesenteric artery isolated. In some experiments inhibitors sGC (quinoxalin-1-one 1 H [1,2,4] oxidiazolo [4,3-a]) (ODQ) or nitric oxide synthase (NOS), N (G)-nitro-L- arginine methyl ester (LNAME), were incubated prior to the relaxation induced by BAY 41-2272 or BAY 60- 2770. The power parameters (pEC50) and maximal response (Emax) was determined. Systolic blood pressure (SBP) and weight were determined weekly. The PBS of the SHR showed higher (188.23 ? 3.46 mm/Hg) at week 8 compared to respective control group (118.83 ? 2.67 mm/Hg), and this increase was even higher at 16 (203.75 ? 3.61 mm/Hg), whereas the body weight of SHR was lower at 8 weeks of age. In rats, 2K1C animals showed an increase in PBS of approximately 25 and 40% in the 1st and 8th week after clipping, respectively. Functional results showed that the contraction to phenylephrine was significantly higher in SHR compared to control and this effect was not observed in 2K1C animals. In SHR and 2K1C relaxation to ACh was greater in the control group, with increased maximum response and power shift (approximately 3- fold), respectively. Concerning the SNP, both in SHR and in 2K1C displacement pEC50 was approximately 67 and 5 times to the right, respectively in relation to the respective control group, without changing the Emax. The relaxation of the sGC stimulator, BAY 41- 2272 was found displaced to the right in SHR (2.2 times), with no change in 2K1C rats. The addition of L-NAME and ODQ both in normotensive and hypertensive rats reduces the power of BAY 41-2272, suggesting that the relaxation of this substance is dependent on the accumulation of cGMP and acts synergistically with NO. Interestingly, the activator BAY 60-2770 induced relaxation in SHR was approximately 47 times more potent than the control. No difference was observed in 2K1C animals. Unlike BAY 41- 2272, the presence of L-NAME or ODQ potentiated relaxation to BAY 60-2770, showing that the oxidation of sGC or even the absence of NO contribute to this effect. In conclusion, our data show that in the mesenteric SHR sGC the enzyme can be oxidized (Fe3+), since we observed a decrease and increase of power of BAY 41-2272 and BAY 60-2770, respectively. In turn, in 2K1C animals vessels no change was observed in response to these substances, however, found to relax the SNP is decreased, suggesting decreased bioavailability of the NO. Thus, stimulators and activators of the enzyme sGC is an important pharmacological tool to assess the redox state of the GCs