Para uma gramatica da ficção : uma leitura brasileira das formas simples

Tese (livre-docencia) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:1998
Main Author: Sperber, Suzi Frankl, 1939-
Orientador/a: informado, Não
Format: Tese
Language:por
Published: [s.n.]
Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Estudos da Linguagem
Programa: Programa de Pós-Graduação em Teoria e História Literária
Assuntos em Português:
Online Access:http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/269869
Citação:SPERBER, Suzi Frankl. Para uma gramatica da ficção: uma leitura brasileira das formas simples. 1998. 2 v Tese (livre-docencia) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, Campinas, SP. Disponível em: http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/269869. Acesso em: 3 Dec. 2020.
Resumo Português:Resumo: Um levantamento crítico das características atribuídas à oralidade revela que as mesmas estão permeadas de preconceitos" chegando ao limite da dicotomização apontada por Jack Goody entre o cru e o cozido e o civilizado 6 o selvagem. Qual seria a contribuição, então, dos estudos sobre a oralidade? A partir da pergunta sobre se há universais na comunicação, chega-se a formas que implicam recursos de organização de relatos com uma determinada função específica para cada forma chamada de simples. As formas simples provêm exatamente da oralidade. As formas simples estudadas foram: caso, memorável, história de vida de santos (legenda), saga, adivinha, fábula, mito e conto de fadas. O caso, o memorável, a legenda e a saga são relatos de adulto, portanto ainda que fornias simples, são formas da idade da chamada razão - formas que aproveitam um sedimento cultural do grupo humano no quaí aparecem. As formas simples mito e conto de fadas são as mais nitidamente inatas. Embriões da fábula e da adivinha surgem na infância ainda, mas são estruturadas numa segunda fase da primeira infância. Comparando exemplos diversos de mitos e de contos de fadas populares e eruditos, da oralidade e da escrita, chega-se a um leque bastante abrangente de conclusões
Resumo inglês:Abstract: Characteristics, as pointed out by Jack Goody, are interwoven with prejudice to such an extent that we can find dichotomization between the cooked and the uncooked, the civilized and the wild (or the uncivilized). What would then be the contribution of studies on orality? By starting from the question whether or no! there are universais in communication, one reaches the Former) (Forms), which imply resources for retelling organization with a specific function for each form called a "simple form" (Einfache Form). In fact the simple forms result from orality. The simple forms treated in this study are: the Kasus, the memorable memorabiie. the legend, the saga, the riddle, the fable, the myth, and the fairy tale. The Kasus, the memorable, the legend, and the saga arise from adult retelling and therefore although simple forms, they come at the so called age of discretion - i.e., they are forms that profit from a cultural sediment of a human group in which they occur. The simple forms namely the myth and the fairy tale are more clearly innate. Embryos of the fable and of the riddle appear in childhood, but are structured only on a second phase of childhood. By comparing various samples of myth and fairy tales, both popular and erudite, both from orality and from writings, we come to a very comprehensive scope of conclusions