Elas dizem não! : Mulheres camponesas e resistências aos cultivos transgênicos no Brasil e Argentina

Orientadores: Renato Peixoto Dagnino, Alicia Puleo García

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2014
Main Author: Lima, Marcia Maria Tait, 1980
Orientador/a: Dagnino, Renato Peixoto, 1948-
Banca: Siliprandi, Emma, Mota, Dalva Maria da, Monteiro, Marko Synesio Alves, Castelfranchi, Juri
Format: Tese
Published: [s.n.]
Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Geociências
Programa: Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/286600
Citação:LIMA, Marcia Maria Tait. Elas dizem não!: Mulheres camponesas e resistências aos cultivos transgênicos no Brasil e Argentina. 2014. 135 p. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/286600>. Acesso em: 26 ago. 2018.
Resumo Português:Resumo: Este trabalho dedicou-se a refletir acerca da resistência ao modelo de agricultura industrial e aos cultivos geneticamente modificados a partir dos discursos e da mobilização de mulheres camponesas no Brasil e Argentina. A pesquisa foi composta por uma parte teórico-conceitual e uma parte empírica, com realização de pesquisa de campo nos dois países. Foram utilizadas referências bibliográficas de diversas disciplinas, sendo as principais: Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia, Feminismos e abordagens sociológicas sobre ações coletivas, movimentos sociais e emancipação social. A parte mais relevante do trabalho de campo constitui-se na obtenção de discursos por meio de entrevistas e da realização de observação participante junto a mulheres camponesas. Também foram consultadas diversas publicações de movimentos, como cartilhas, conteúdos dos sites, reportagens e materiais de divulgação. Para obtenção das entrevistas foram realizadas três etapas de pesquisa de campo compostas por viagens a localidades urbanas e rurais nos dois países durante os anos de 2010 e 2011. Como parte dos resultados, desprende-se as mulheres camponesas constroem um discurso no qual está presente uma síntese original de valores encontrados em matrizes do pensamento feminista e ambientalista e lutas camponesas. Esta síntese é analisada pela autora como uma epistemologia crítica construída a partir de questões concretas como: alimento, semente, proteção da biodiversidade, exploração do trabalho e desigualdades de gênero. Ao final, coloca-se a proposta de uma ética feminista com a natureza que permite avançar na construção de teorias sobre emancipação social e o poder
Resumo inglês:Abstract: This work is dedicated to reflect about the resistance (contention action and speeches) to industrial model of agriculture and the genetically modified main crops of peasant women organized in collectives and social movements on Argentina and Brazil. Mainly the Social Studies of Science and Technology, seeking its interfaces with the gender studies and Feminisms, compose the disciplinary references used in the work. Sociological approaches were also used regarding collective action, social movements and social emancipation. The most relevant part of the empirical work consists of speeches obtained through interviews with militant peasant women. The interviews were obtained through the organization of three phases of the field research, consisting of trips to urban and rural localities in the two countries during the years 2010 and 2011. In these moments, it was performed interviews and moments of participant observation. As part of the results, it was inferred that the speeches of these peasant women promotes a synthesis of values found in feminist and environmentalist thinking and constituted a singular criticism to the hegemonic industrial agriculture model. In these speeches are present conceptions about food, seed, biodiversity, labor, gender. This singular criticism and epistemology construction by peasant¿s women could contribution to rethink theories on social emancipation and power