A ilha dos hermafroditas : viagem a França especular de Henrique III

Orientador: Carlos Eduardo Ornelas Berriel

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2005
Main Author: Ribeiro, Ana Claudia Romano
Orientador/a: Berriel, Carlos Eduardo Ornelas, 1951-
Banca: Junior, Joaquim Brasil Fontes, Karnal, Leandro
Format: Dissertação
Language:por
Published: [s.n.]
Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Estudos da Linguagem
Assuntos em Portugês:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/269845
Citação:RIBEIRO, Ana Claudia Romano. A ilha dos hermafroditas: viagem a França especular de Henrique III. 2005. 252p. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/269845>. Acesso em: 3 ago. 2018.
Resumo Português:Resumo: O objetivo deste trabalho de mestrado é traduzir e estudar A Ilha dos Hermafroditas, obra em geral classificada junto a panfletos e à literatura polêmica, que, segundo Claude-Gilbert Dubois, inaugura o gênero utópico na França e, ao mesmo tempo, contém em si a primeira anti-utopia francesa. Artus Thomas, seu provável autor, não segue a estrutura paradigmática do texto de Thomas Morus, apresentando em um mesmo texto três partes distintas: uma anti-utopia de teor satírico, um poema panfletário e um discurso apologético, - a utopia propriamente dita. Para Pierre Bayle, trata-se de uma sátira engenhosa da corte de Henrique III, o último Valois, rei que se vestia de modo efeminado e vivia cercado de mignons com quem tinha uma relação confidencial. O alcance deste texto, de grande riqueza simbólica, vai, porém, além do tema sexual. Sua principal chave de leitura é a figura do hermafrodita, que, saído da área da teratologia médica, toma valor simbólico e pode ser transposto a diferentes áreas, especialmente à ideologia e à política, designando uma forma de oportunismo moral, econômico, filosófico e político, encoberto por uma ambigüidade de conduta e de discurso. Há neste libelo uma crítica ao estetismo maneirista derivado do naturalismo renascentista, em que o autor procura descobrir os vícios da natureza denunciando, ao mesmo tempo, as dissonâncias causadas pela subordinação dos princípios éticos à lei estética do interesse e do prazer.
Resumo inglês:Abstract: Not informed.