O movimento hip hop : a anti-cordialidade da "Republica dos Manos" e a estetica da violencia

Orientador: Luzia Margareth Rago

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2009
Main Author: Sousa, Rafael Lopes de
Orientador/a: Rago, Luzia Margareth, 1948-
Banca: Neto, Jose Alves de Freitas, Ionta, Marilda Aparecida, Rosa, Susel Oliveira da, Souza, Carlos Bauer de
Format: Tese
Language:por
Published: [s.n.]
Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Programa: Programa de Pós-Graduação em História
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/280592
Citação:SOUSA, Rafael Lopes de. O movimento hip hop: a anti-cordialidade da "Republica dos Manos" e a estetica da violencia. 2009. 236 p. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/280592>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Resumo Português:Resumo: O objetivo desse estudo é analisar os aspectos constitutivos da cultura hip hop. Esta atinge parte considerável da população jovem de São Paulo, sobretudo a que mais sofre com o processo de exclusão social, isto é, os negros e mestiços das periferias. Interessa-nos, particularmente, compreender como os jovens associados a essa cultura problematizam e elaboram respostas para as contradições sociais da nação atualmente. A longa trajetória de luta e resistência empreendida pelos agentes da cultura negromestiça foi, no contexto do hip hop, redimensionada num persistente trabalho de resgate da memória e da história de seus antepassados. Nessa nova etapa de suas vidas, a música (rap), o break (dança) e o grafite (pintura) são os instrumentos mais freqüentemente utilizados pelos jovens periféricos em suas manifestações. Das idéias mais constantemente tematizadas por essas representações artísticas, o trauma do preconceito e da discriminação sofrido pelos negros serve de orientação para a leitura crítica que os rappers vêm fazendo da sociedade em suas crônicas musicais, a fim de instaurar novos modelos e patamares de cidadania na contemporaneidade.
Resumo inglês:Abstract: The aim of this study is to analyze the constitutive aspects of hip hop culture. This achieves considerable proportion of young population of Sao Paulo, especially those who suffer most in the process of social exclusion, ie, blacks and mestizos of the suburbs. We are interested in, particularly, to understand how young people associated with that culture problematize and prepare answers to the contradictions of the nation today. The long history of struggle and resistance undertaken by staff in black-culture was mixed in the context of hip hop, scaled a persistent work to save memory and history of their ancestors. In this new stage of their lives, the music (rap), break (dance) and graphite (painting) are the most frequently used by young people in their peripheral manifestations. Ideas more consistently themed by these performances, the trauma of prejudice and discrimination suffered by blacks as a guide for the critical reading that rappers have been doing the society in his chronicles music in order to introduce new types and levels of citizenship in contemporaneity.