Sob suspeita : negros, pretos e homens de cor em São Paulo no inicio do seculo XX

Orientador: Silvia Hunold Lara

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2006
Main Author: Tiede, Livia Maria
Orientador/a: Lara, Silvia Hunold, 1955-
Banca: Slenes, Robert Wayne Andrew, Mendonça, Joseli Maria Nunes, Cunha, Maria Clementina Pereira
Format: Dissertação
Language:por
Published: [s.n.]
Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Programa: Programa de Pós-Graduação em História
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/279798
Citação:TIEDE, Livia Maria. Sob suspeita: negros, pretos e homens de cor em São Paulo no inicio do seculo XX. 2006. 188p. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/279798>. Acesso em: 5 ago. 2018.
Resumo Português:Resumo: Esta dissertação estuda a população negra paulistana no início do século XX na cidadede São Paulo, a partir da grande imprensa, de documentação policial e da chamada imprensa negra. Os jornais negros foram escritos por indivíduos que se nomeavam como "classe dos homens de cor". Para ser considerado "homem de cor" o negro deveria seguir algumas regras de conduta moral, expressas em artigos e por meio de críticas em seções específicas dos periódicos, e quem não compartilhava essas determinações era chamado por eles de "pretos". Combater o racismo e a discriminação eram os objetivos dos homens de cor, no entanto, esse só poderia ser efetivado por meio de ação conjunta de todos os negros, que deveriam dizimar os estigmas sociais a eles associados, como considerá-los a priori vagabundos, embriagados e criminosos. Em se tratando de mulheres negras, a estigmatização vinculava-se, além de tudo, à idéia de prostituição. Seguindo o ponto de vista dos homens de cor, buscamos entender como os negros apareciam na grande imprensa e em processos policiais. Verificamos que eram vistos como sujeitos suspeitos antes mesmo de se comprovar sua participação em algum delito, além da identificação não primar pela identidade do negro, mas ser feita unicamente por meio da cor. Dessa forma, procuramos entender como se dava a inserção de toda população negra nos bairros paulistanos, e se havia de fato separação entre homens de cor e pretos. Compreendemos que a estratégia dos homens de cor, para combater o racismo e a discriminação por meio da conduta, não surtia o efeito desejado porque todos os negros eram considerados suspeitos em potencial, pois independente da alcunha que atribuíssem a si mesmos, eram apenas "negros" para a sociedade paulistana
Resumo inglês:Abstract: This dissertation is about black population in São Paulo city, in the beginning of XXcentury, through black press, great press, and police documentation. Individuals who nominated themselves as "class of the colored men" had written the black periodicals. For being considerated "colored man", black people must follow some rules of moral behavior, propagated in articles and by critical in specific sections of the black newspapers. Who did not share those rules were been called for them by "pretos". "Colored men" had fought racism and discrimination, however, that fight could only been accomplished by the black people's joint action which ought to decimate the social preconception they were associate by society, whom considers them a priori as vagabonds, tipsy and criminal. Black women, over all, were been tied to prostitution idea. Following the view of "colored men", we try to understand how blacks appeared in great press and police processes. We verify that black citizens were been suspected before someone proves their participation in some infraction. They were been seen without a name, but being identify solely by means of the color. Thus we try to understand how was the insertion of all black people into São Paulo's quarters, and if it had separation between "colored men" and "pretos". We understand that the strategy of the "colored men" did not occasion the desired effect because all blacks were been considered as potential suspected, independent of the nickname they attributed themselves, they were only "black" for general society