Reflexões teóricas sobre os processos sociais da contradição exclusão/inclusão

Dissertação(mestrado)-Universidade Federal do Rio Grande, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Instituto de Ciências Humanas e da Informação, 2010.

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2010
Main Author: Bandeira, Alexandre Eslabão
Orientador/a: Lima, Dário de Araújo
Format: Dissertação
Language:por
Assuntos em Português:
Online Access:http://repositorio.furg.br/handle/1/2264
Citação:BANDEIRA, Alexandre Eslabão. Reflexões teóricas sobre os processos sociais da contradição exclusão/inclusão. 2010. 152f. Dissertação (Mestrado em Geografia)-Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, 2010.
Resumo Português:O trabalho analisou os movimentos inclusivos e exclusivos que, dentro desse estudo, são elencados diante da dialética social ao individual. As escalas de realidades foram postas e sobrepostas, convergindo diversos caminhos de métodos, que contemplam os sistemas de objetos e de ações (Santos, 1996) que ocasionaram e condicionam os espaços nas suas ações de “uso” e que ficam camufladas diante das “metáforas das verdades” (Nietzsche, 1983). O caminho foi regressivo- progressivo (Martins, 1996; Rique, 2004), visto que a realidade deriva da lei do desenvolvimento desigual, e os processos históricos fazem parte de sua constituição e formação. O debate teórico contemplou no primeiro capítulo possíveis caminhos metodológicos para uma abordagem da dialética exclusão/inclusão, na sua complexidade social. O segundo capítulo procura especificidades que problematizam os processos da “exclusão social”. No terceiro capítulo, são estudadas as estruturas e ações que condicionaram e serviram de base para o surgimento de um mercado mundial de produção e consumo. O quarto capítulo aborda o Brasil e sua formação social a partir da perspectiva econômica de dependência. No quinto capítulo, busca-se a compreensão da cidade, produzida e distribuída. O sexto capítulo foi aferido o processo de urbanização da cidade do Rio Grande, onde se manifesta a dialética exclusão/inclusão. Posteriormente, no sétimo capítulo encontra-se a construção da subjetividade e a repressão do capitalismo no indivíduo (Canevassi, 1984). Evidenciou-se, a partir disso, uma dialética exclusão/inclusão, em que a exclusão cria uma subjetividade específica que promove a ilusão de inclusão. Assim, cada segmento faz parte de um todo e este todo confere as atitudes e não atitudes dentro da realidade do desenvolvimento desigual, que estes submetem e são submetidos, onde cada ser é a imagem viva da materialidade do espaço tempo.
Ce travail fait l’analyse des mouvements d’inclusion et d’exclusion qui sont répérées face à la dialectique du social à l’indivuduel. Les échélles de réalités ont été posées et surposées, dans une convergence de chemins et de méthodes divers qui focalisent les systémes d’objets et d’actions (Santos, 1996) , en conditionnant les espaces dans leurs actions d’ « usage » et en restant camouflées devant les « métaphores de vérités » (Nietzche, 1983). Le chemin parcouru fût regressif-progressif (Martins, 1996; Rique, 2004), vu que la réalité dérive de la loi du développement inégal et que les processus historiques font partie de sa constitution et formation. Le débat théorique ouvre, dans le premier chapitre, chemins méthodologiques possibles pour une abordage da dialéctique exlusion/inclusion dans sa complexité sociale. Dans le deuxième chapitre on procure les spécificités de la problématique des processus de la « exclusion social ». On étudie, dans le troisiéme chapitre, les structures et les actions qui conditionèrent et servirent de base pour le surgissement d’un marché mondial de production et consomation. Au quatrième chapitre on étudie le Brésil, sa formation social à partir de la perspective économique de la dépendance. Le cinquième chapitre cherche la compreension de la cité, produite et ditribuée. Dans le sixiéme, on focalise sur le processus d’urbanisation de la ville de Rio Grande, où la dialectique d’exclusion/inclusion se manifeste. Finelkement, dans le septième chapitre, on trouve le processus de construction de la subjectivité et la répression que le capitalisme exerce sur l’individu (Canevassi, 1984). On voit bien, à partir de tout cela, dans la dialectique exclusion/inclusion, que l’exclusion crée une subjectivité spécifique qui promeut l’illusion de l’inclusion. De cette maniére, chaque segment fait partie d’un tout qui donne aux attitudes et aux non attitudes, un être qui est l’image vivante de la materialité de l’espace-temps auquel elles sont submisses dans la réalité du développement inégal.