Respostas ecofisiológicas de plântulas de duas espécies arbóreas de diferentes estágios sucessionais da várzea, Amazônia Central

The flood pulse, responsible for the high dynamic in the Amazon floodplains, submits the forests along the river banks to an annual, periodical and monomodal flood. Co-acting with the flooding, a light gradient takes place. To understand the establishment mechanisms of seedlings in floodplains, the...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2007
Main Author: Oliveira, Daniel Maurenza lattes
Orientador/a: Piedade, Maria Teresa Fernandez
Co-advisor: Mendoza, Ricardo Antonio Marenco
Format: Dissertação
Language:por
Published: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Programa: Biologia (Ecologia)
Department: Coordenação de Pós Graduação (COPG)
Assuntos em Portugês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://localhost:8080/tede/handle/tede/1741
Citação:OLIVEIRA, Daniel Maurenza. Respostas ecofisiológicas de plântulas de duas espécies arbóreas de diferentes estágios sucessionais da várzea, Amazônia Central. Manaus: [s.n.], 2010. viii, 38 f.. Dissertação (Biologia (Ecologia)) - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
Resumo Português:O pulso de inundação, responsável pela alta dinâmica existente nas áreas alagáveis da Amazônia, submete as florestas da margem dos rios a uma inundação anual, periódica e monomodal. Co-atuando com a inundação, um gradiente de luminosidade é observado. De forma a entender os mecanismos para o estabelecimento das plantas em áreas alagáveis, foram investigadas as adaptações ecofisiológicas de duas espécies de diferentes estágios sucessionais à inundação e luminosidade. Neste estudo as espécies selecionadas foram Cecropia latiloba, uma pioneira tolerante a inundação e Pouteria glomerata, uma secundária tardia tolerante a sombra. Ao longo de seis meses foram feitas medidas mensais de trocas gasosas (assimilação fotossintética, condutância estomática, razão da concentração de CO2 intracelular / concentração de CO2 do ambiente, eficiência no uso da água) e fluorescência da clorofila a, bem como de altura e número de folhas em 20 plântulas retiradas da Ilha da Marchantaria. Utilizou-se uma folha por plântula (totalmente expandida e exposta à luz solar), as quais foram submetidas a duas intensidades de luz e inundação (n = 5) durante seis meses. Após esse período, foi medida a área foliar e, posteriormente, as plântulas foram divididas em folha, caule e raiz, para obtenção da massa seca. Os resultados revelam que o melhor desenvolvimento de C. latiloba tem forte relação com a alta disponibilidade de luz, quando a planta apresentou melhores condições quanto aos parâmetros de trocas gasosas e crescimento, entretanto, independente do tratamento, esta espécie investiu biomassa em altura (alongamento do caule) e promoveu maior troca foliar. Já a eficiência quântica foi menor sob muita luz e maior na ausência de inundação. Quanto a P. glomerata, os dados demonstram que esta espécie é mais afetada pela inundação, com decréscimos do desempenho nos parâmetros de trocas gasosas e eficiência quântica. P. glomerata demonstrou outra estratégia de crescimento, diminuindo o investimento em altura e mantendo as suas folhas. Os resultados demonstraram que a espécie pioneira, mais abundante em baixas altitudes de áreas alagáveis, apresenta eficiente estratégia para seu estabelecimento, como alta produção de raízes adventícias, a fim de manter o metabolismo durante longo tempo de inundação, e respostas fisiológicas e morfológicas favoráveis a ambientes com alta luminosidade. Já a espécie secundária tardia demonstrou uma alta relação da redução do metabolismo com a inundação, o que pode decorrer da ativação do metabolismo anaeróbico. A fase aquática, somatório da inundação e pouca luz para plântulas de áreas alagáveis, caracteriza um ambiente temporariamente desfavorável. Para tolerar esse período, C. latiloba e P. glomerata apresentam respostas ecofisiológicas que justificam o seu estabelecimento para as condições impostas pelo pulso de inundação.
Resumo inglês:The flood pulse, responsible for the high dynamic in the Amazon floodplains, submits the forests along the river banks to an annual, periodical and monomodal flood. Co-acting with the flooding, a light gradient takes place. To understand the establishment mechanisms of seedlings in floodplains, the ecophysiology adaptation of two distinct successional strategies species to flood and luminosity was investigated. In this study the selected species were Cecropia latiloba, a flood-tolerant pioneer and Pouteria glomerata a late secondary shadetolerant. Along the period of six months, monthly measures of gas exchange were made (photosynthetic assimilation, stomatal conductance, ratio of intercellular CO2 concentration to CO2 concentration in the curvette and water use efficiency) and the chlorophyll a fluorescence, as well as the height and number of leaves in 20 seedling taken from the Marchantaria island. One single leaf per seedling (fully expanded and light exposed) was selected and subjected to two light intensities and flood regimes (n = 5). After this period, the leaf area was measured and subsequently, the seedlings were divided in leaves, stem and root, to obtain the dry mass. The results reveal that the optimal development of C. latiloba is strongly related to high light availability, when the seedlings showed the highest values of gas exchange and growth, however, independently of the treatment, this species allocated biomassa in height (elongation stem) and the leaf turnover. On the other hand, the water use efficiency decreased under higher light, and increased in the absence of flood. For P. glomerata, the data shows that the specie is more affected by the flood, decreasing gasexchange and quantum efficiency rates. P. glomerata demonstrated a different growth strategy, decreasing the investment in height and maintaining its leaves. The results show that the pioneer species, very abundant in lower parts of floodplains, perform a more efficient strategy for its establishment, as high production of adventitious roots, in order to allow the maintenance of the metabolism during longer periods of flooding and the physiological and morphological responses in favor environments with high light. However, this late secondary showed strong relation of metabolic reduction with the flood, what may be a consequence of the anaerobic metabolism activation. During the aquatic phase, the sum of flooding and low light for seedlings characterizes a temporary unfavorable condition in floodplains. To tolerate this period, C. latiloba and P. glomerata show distinct eco-physiological responses that justify their establishment under the conditions imposed by the flood pulse.