Desenvolvimento e análise da aplicabilidade de uma órtese tornozelo-pé durante a marcha de pacientes pós-AVE

The change in gait is one of the main residual effects in patients following a stroke. Thus, ankle-foot orthoses are often used on this population. The aim of the present study was to develop and assess the applicability of an experimental ankle-foot orthosis during the gait of patients with hemipar...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2009
Main Author: Costa, Rafael Vital lattes
Orientador/a: Oliveira, Cláudia Santos lattes
Co-advisor: Corrêa, Fernanda Ishida lattes
Banca: Corrêa, João Carlos Ferrari lattes, Carvalho, Paulo de Tarso Camillo de lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Nove de Julho
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação
Department: Saúde
Assuntos em Portugês:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://localhost:8080/tede/handle/tede/815
Citação:COSTA, Rafael Vital. Desenvolvimento e análise da aplicabilidade de uma órtese tornozelo-pé durante a marcha de pacientes pós-ave.. 2009. 117 f. Dissertação (Mestrado em Saúde) - Universidade Nove de Julho, São Paulo, 2009.
Resumo Português:A alteração na marcha é uma das principais sequelas residuais em pacientes pós-acidente vascular encefálico. Em virtude disso, as órteses de tornozelo-pé são muito utilizadas por essa população. O objetivo deste estudo foi desenvolver e avaliar a aplicabilidade de uma órtese de tornozelo-pé experimental durante a marcha de pacientes hemiparéticos. Foram avaliados indivíduos saudáveis, no primeiro estudo, e com diagnóstico de acidente vascular encefálico, no segundo estudo. A avaliação da marcha foi feita utilizando duas plataformas de força e um eletromiógrafo, ambos da marca EMG System do Brasil, além de uma câmera de vídeo da marca Sony. A órtese experimental desenvolvida é composta basicamente por um compartimento inteiriço que é acoplado diretamente ao pé e ao 1/3 (terço) distal do osso tibial e um dispositivo (mola de aço). Após assinatura do termo de consentimento, os pacientes e os indivíduos saudáveis foram submetidos à avaliação da marcha. Foram analisadas as seguintes variáveis: força de reação ao solo, velocidade, cadência, comprimento dos passos e da passada e os sinais eletromiográficos dos músculos: tibial anterior (TA), sóleo (SO), reto femoral (RF) e vasto lateral (VL). Os resultados mostraram que houve um aumento da atividade dos músculos avaliados, dos indivíduos saudáveis, com utilização da órtese experimental de tornozelo-pé, porém sem significância (p>0,05), já no segundo estudo, os pacientes hemiparéticos apresentaram uma maior ativação dos músculos avaliados, principalmente dos músculos RF e VL na fase de apoio e apoio médio (p<0,05). A curva de reação ao solo, dos pacientes hemiparéticos, apresentou-se mais fisiológica com utilização da órtese de tornozelo-pé experimental em comparação com o uso de órtese de tornozelo-pé de polipropileno e sem uso de órtese. Com utilização da órtese em estudo os indivíduos jovens saudáveis não alteraram os parâmetros espaço-temporais da marcha, já os pacientes hemiparéticos obtiveram uma melhora do comprimento da passada com utilização de órtese de tornozelo-pé experimental em comparação com o uso de órtese de tornozelo-pé de polipropileno (p<0,05). O nosso estudo demonstrou, de uma forma geral, que houve uma maior ativação dos músculos avaliados tanto dos indivíduos saudáveis quanto dos pacientes hemiparéticos, no entanto, não podemos afirmar que houve uma melhora significante do padrão de marcha dos pacientes hemiparéticos, pois alguns parâmetros como a velocidade da marcha não apresentaram diferença significativa. Sugerimos assim, a continuidade deste com a realização de um estudo longitudinal para melhor avaliar a eficácia da utilização da órtese experimental em pacientes hemiparéticos.
Resumo inglês:The change in gait is one of the main residual effects in patients following a stroke. Thus, ankle-foot orthoses are often used on this population. The aim of the present study was to develop and assess the applicability of an experimental ankle-foot orthosis during the gait of patients with hemiparesis. Healthy individuals were assessed in the first study and stroke victims were assessed in the second study. Gait assessment was performed using two force plates and an electromyograph (both EMG System do Brasil) as well as a video camera (Sony). The experimental brace was made up of a single piece that fits over the foot and 1/3 of the distal tibia and has a steel spring. After signing terms of informed consent, the participants answered an evaluation chart drafted by the researcher and were then submitted to gait assessment. The following variables were evaluated: ground reaction force, speed, cadence, step length and stride length. Electromyographic signals were captured from the tibialis anterior, soleus, rectus femoralis and vastus lateralis muscles. Among the healthy subjects, the results revealed a non-significant increase in activity of the muscles evaluated with the use of the experimental ankle-foot othosis (p>0,05). Among the patients with hemiparesis, there was greater activation of the muscles evaluated, especially the rectus femoralis and vastus lateralis in the support and mid-support phases (p<0,05). The ground reaction curve among the patients with hemiparesis was more physiological with the use of the experimental ankle-foot orthosis in comparison to the use of a polypropylene ankle-foot orthosis and non-use of the AFO. There was no change in the spatial-temporal gait parameters among the healthy young individuals with the use of the brace. The patients with hemiparesis achieved an improvement in stride length with the use of the experimental ankle-foot orthosis in comparison to the use of a polypropylene ankle-foot orthosis (p<0,05). The present study demonstrated that there was greater activation of the muscles evaluated in both healthy individuals and patients with hemiparesis with the use of the brace. However, it cannot be affirmed that there was a significant improvement in the gait pattern of the patients with hemiparesis, as parameters such as gait speed did not demonstrate any significant differences. It is suggested that continuity be given with the undertaking of a longitudinal study in order to better assess the efficacy of the experimental brace on patients with hemiparesis.