Experiências de um lirismo agreste: o relato de identidades femininas, em As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto

This thesis regards the reading of the novel The Women of Tijucopapo (2004), by Marilene Felinto, with emphasis on the reading of the relationships between the polyphonic othernesses and the protagonist -Risia- in three stages of the narrative (the child, the adult, and the mythical) in a discursive...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2012
Main Author: Silva, Maria Emília Martins da lattes
Orientador/a: Palo, Maria José
Format: Dissertação
Language:por
Published: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária
Department: Literatura
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://tede2.pucsp.br/handle/handle/14707
Citação:Silva, Maria Emília Martins da. Experiências de um lirismo agreste: o relato de identidades femininas, em As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto. 2012. 87 f. Dissertação (Mestrado em Literatura) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2012.
Resumo Português:A presente dissertação visa à leitura do romance As mulheres de Tijucopapo (2004), de Marilene Felinto, com ênfase na leitura das relações entre as alteridades polifônicas e a protagonista Rísia em três etapas do relato a infantil, a adulta e a mítica , em seu emaranhado discursivo. Conduzindo as análises, elegemos como principais hipóteses de comprovação: o não lugar do passado (real ou mítico) ganha o presente durativo pela via da memória; a memória estabelece uma relação construtiva do presente, colocando a experiência em causa com o sujeito enunciativo em sua singularidade; emerge na escritura um jogo temporal ficcional de alteridades articuladas pelo relato da tríade pronominal eu-ela-elas. Fundamentamos este trabalho dissertativo em três capítulos a partir das reflexões de Mikhail Bakhtin e o conceito de dialogismo aplicado ao tratamento da polissemia dos diálogos poéticos da narradora em primeira pessoa; Henri Bergson dá suporte ao relato memorialista ao ultrapassar o histórico, enquanto produção de linguagem ficcional ou inventada; Giorgio Agamben defende as temáticas da infância e da contemporaneidade, eixos basilares da enunciação transgressora presente na forma do romance contemporâneo. Os resultados alcançados ressaltam que, por meio da experiência da linguagem em relato memorialista, no limiar do autobiográfico, as identidades discursivas ou sujeitos dissonantes e desdobrados do eu feminino que narra constroem um movimento temporal de reconstrução da narrativa entre presente, passado e futuro. Na movência da escritura, espacialidades ganham novos tempos poéticos pela via do narrar épico, marcando o gênero do romance na origem da imagem relembrada pelo eu e colocada em dialogia por suas alteridades femininas unívocas: ela/ elas
Resumo inglês:This thesis regards the reading of the novel The Women of Tijucopapo (2004), by Marilene Felinto, with emphasis on the reading of the relationships between the polyphonic othernesses and the protagonist -Risia- in three stages of the narrative (the child, the adult, and the mythical) in a discursive tangle. During the analysis process, the following primary hypotheses were elected: the non-place of the past (real or mythical) takes the durative present via memory; the memories provides a present constructive relationship placing the experience concerned with the enunciative subject in its singularity; a fictional temporal game of othernesses, which is articulated by the account of the pronominal triad I-SHE-THEY, emerges in the narrative. This paper was founded through three chapters starting from Mikhail Bakhtin s reflections and his concept of dialogism applied to the treatment of polysemy of the first-person narrator s poetic dialogs; Henri Bergson s supports the memorialist narrative in trancending history, as invented or fictional language production; and Giorgio Agamben s arguments childhood and contemporaneity themes, fundamental axis of transgressive enunciation in contemporary novels. The achieved results highlight that: by language experience of memorialist narratives, on the threshold of autobiographical, the discursive identities or dissonant subjects, and the split female first-person narrator builds a temporal flow of the narrative reconstruction among present, past and future. As the narrative unfolds, spacialities receive new poetic tenses through epic narration and, thereby, marking the novel genre on the origin of imagery recalled by the I and, set in dialogic relation by its univocal female othernesses: SHE/ THEY