Envelhecer na contemporaneidade: subjetivações, modelos e resistências

We provide a series of texts with the objective of discussing how aging is presented in contemporaneity, its subjectifications, its models based on the precepts of active aging – which permeate a large part of the reflections on aging –, and its guiding documents, as well as possible forms of resist...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2018
Main Author: Azevedo, Celina Dias lattes
Orientador/a: Concone, Maria Helena Villas Bôas
Format: Tese
Language:por
Published: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais
Department: Faculdade de Ciências Sociais
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://tede2.pucsp.br/handle/handle/20880
Citação:Azevedo, Celina Dias. Envelhecer na contemporaneidade: subjetivações, modelos e resistências. 2018. 145 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018.
Resumo Português:Apresentamos uma série de textos com objetivo de discutir como se apresenta o envelhecimento na contemporaneidade, suas subjetivações, seus modelos com base nos preceitos do Envelhecimento ativo - que permeiam grande parte das reflexões sobre o envelhecer - e seus documentos norteadores, além das possíveis resistências. A partir das seguintes questões: como o medo da doença, da fragilidade, da dependência, da velhice, do corpo fora dos padrões pode ser produzido, mobilizado e transformar-se em motor de obediência a ditames para o bom envelhecer? Como as demandas do neoliberalismo respaldam a criação de um mercado de projetos educativos e culturais voltados aos velhos e estabelecem a figura do velho Empreendedor de si como modelo de envelhecer? De que forma o olhar sobre a velhice fundamentado, preferencialmente, nos aspectos biológicos e na saúde, acarreta além do descuido e negligência a outras dimensões da vida, a incorporação e reforço da ideia de que a vida deve, necessariamente, ser orientada por saberes e especialistas que se encarregam ditar normas para a longevidade, baseada na tomada do corpo biológico como objeto de uma ação que prescinde da participação de quem a recebe? As respostas poderiam estar no cuidado de si, na percepção da singularidade, na experimentação, na construção de pequenas resistências no cotidiano. Assim, a educação permanente; a saúde; o controle por meio do medo; a noção neoliberal do empreendedor de si foram os eixos selecionados para interrogar e visualizar o que está para além do que propõem os documentos, que prescrevem o envelhecimento ativo como fórmula para o bom envelhecer. Perpassando todo o texto, referências a fragmentos de filmes e obras literárias auxiliam na composição da reflexão. Os fragmentos dialogam entre si, deitam raízes, conectam-se com o texto, em fluxo criativo abrindo-se para outras possibilidades de leituras. Um olhar múltiplo e diverso que corta caminhos e aponta para outras direções. Spinosa, Nietzsche, Deleuze e Foucault, “filósofos da potência da vida”, nos instigaram a tomar a filosofia como ferramenta, como uma lente para essa observação
Resumo inglês:We provide a series of texts with the objective of discussing how aging is presented in contemporaneity, its subjectifications, its models based on the precepts of active aging – which permeate a large part of the reflections on aging –, and its guiding documents, as well as possible forms of resistance. The guiding questions were: How can the fear of disease, of frailty, of dependence, of old age, of a non-standard body be produced, mobilized and transformed into an engine of obedience to prescripts for a good aging? How do the demands of neoliberalism back the creation of a market of educational and cultural projects targeted at old people and establish the figure of the old person who is the Entrepreneur of him/herself as the model to grow old? In what way does the reflection on old age, preferably grounded on biological aspects and on health, neglect other dimensions of life and incorporate and strengthen the idea that life must be guided by knowledge and specialists who dictate norms to longevity, based on viewing the biological body as the object of an action that does not need the participation of the person who receives such action? The answers might be in one’s care for oneself, in the perception of singularity, in experimentation, in the construction of small forms of resistance in daily life. Thus, permanent education, health, control by means of fear, and the neoliberal notion of the entrepreneur of oneself were the axes selected to interrogate and visualize what lies beyond what is proposed by documents that prescribe active aging as the formula for a good aging. References to fragments of movies and literary works pervade the entire text and help in the construction of the current reflection. The fragments talk to each other, take root, and connect with the text in a creative flow, opening themselves to other reading possibilities and forming a multiple and diverse look that cuts paths and points to other directions. Spinoza, Nietzsche, Deleuze and Foucault, “philosophers of the potency of life”, have stimulated us to take philosophy as a tool, a lens for this observation