Memória dos presos políticos no periodo ditatorial brasileiro

This work aims to discuss the memory of former political prisoners and tortured. In the analysis of authors like Michael Pollak and Maurice Halbwachs is notorius agree that the memory is a construction made in this livings from the past, and therefore a reconstruction of the past and not a faithful...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2015
Main Author: Pinheiro, Carlos Eduardo
Orientador/a: Bernardo, Teresinha
Format: Dissertação
Language:por
Published: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais
Department: Ciências Sociais
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://tede2.pucsp.br/handle/handle/3639
Citação:Pinheiro, Carlos Eduardo. Memória dos presos políticos no periodo ditatorial brasileiro. 2015. 182 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2015.
Resumo Português:Este Trabalho tem como objetivo discutir a memória dos ex-presos políticos e torturados. Na análise de autores como Michel Pollak e Maurice Halbwachs é notória a concordância de que a memória é uma construção feita no presente a partir das vivências do passado, sendo, portanto, uma reconstrução do passado e não um relato fiel dos fatos ocorridos. Procurando sistematizar a memória dos ex-presos políticos, com ênfase na prática da tortura durante a repressão ditatorial no Brasil. A partir da vigência da Lei 11.255/95 criou-se um lugar de memória para que este grupo registrasse a sua história e assim promovesse uma confrontação com a versão oficial. A análise dos documentos reunidos pela Comissão Especial de Indenização implantada por força da Lei revela os dados obtidos pela burocracia que determinava a vigilância, a coleta de informações, a prisão, e que tinha como instrumental a institucionalização da tortura praticada por seus agentes em prédios públicos. Neste cenário, se traz à luz os fatos e personagens de uma batalha que se travou no Brasil e seus desdobramentos. Foi possível ainda estabelecer, a partir dos documentos, um breve perfil dos militantes políticos perseguidos pela repressão, os prédios públicos onde o Regime Militar empreendeu sua lógica, as técnicas de tortura e quem eram os responsáveis pela implantação da política de Segurança Nacional. Por fim, nos deparamos com outro discurso da memória nacional, onde os ex-presos políticos superam o estigma de 'inimigos da pátria' impingido pela versão oficial e passam a ser considerados 'heróis da resistência democrática'
Resumo inglês:This work aims to discuss the memory of former political prisoners and tortured. In the analysis of authors like Michael Pollak and Maurice Halbwachs is notorius agree that the memory is a construction made in this livings from the past, and therefore a reconstruction of the past and not a faithful and reporting of the facts. Looking systematize the memory of former political prisoners, with emphasis on the practice of torture during the dictatorial repression in Brazil. After the effective date of Law 11,255 / 95 created a place of memory for this group register its history and thus promote a confrontation with the official version. The analysis of documents collected by the Special Committee on Compensation implanted under the Law reveals the data obtained by the bureaucracy that determined the surveillance, information collection, arrest, and had as instrumental institutionalization of torture committed by its agents in public buildings. In this scenario, it brings to light the facts and characters in a battle that happened in Brazil and its consequences. It was also possible to establish from the documents, a brief profile of political activists persecuted by repression, public buildings where the military regime undertook its logic, the torture techniques and who were responsible for the implementation of the National Security Policy. Finally, we come across another discourse of national memory, where the former political prisoners overcome the stigma of 'enemies of the fatherland' foisted by the official version and now considered to be 'heroes of the democratic resistance'