Controle e resistência em uma penitenciária feminina: o caso do Talavera Bruce

The thesis aims to analyze different "control" instruments that prison authorities are utilizing and other resistance mechanisms of the imprisoned women, in an extremely asymmetric power environment. The theme of this research is defined as Criminal Talavera Bruce Institute TBI, and the ch...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2010
Main Author: Azevedo, Maria Helena Petrucci Rangel de lattes
Orientador/a: Tótora, Silvana Maria Corrêa
Format: Tese
Language:por
Published: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Programa: Ciências Sociais
Department: Ciências Sociais
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://tede2.pucsp.br/handle/handle/2214
Citação:Azevedo, Maria Helena Petrucci Rangel de. Control and resistance in a penitentiary for women: the case of Talavera Bruce. 2010. 238 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2010.
Resumo Português:A tese tem por objetivo analisar diferentes instrumentos de controle das autoridades e os mecanismos de resistência das presas em um ambiente extremamente assimétrico de poder, definindo como objeto de pesquisa o Instituto Penal Talavera Bruce (TB), cuja escolha se justifica em função do número relativamente pequeno de pesquisas em penitenciárias femininas e por ser o TB um presídio modelo do Rio de Janeiro. A hipótese central da tese é de que os instrumentos de resistência das presas são os mesmos utilizados, pelas autoridades, para garantir o controle na penitenciária, como os que priorizam a coerção e os castigos, como aqueles, em princípio, voltados para ampliar a qualidades de vida das presas (regalias, eventos lúdicos, trabalho, religião e visitas, entre outros). Na tese, utilizamos vasta bibliografia, mas o núcleo duro do nosso modelo analítico baseia-se na conjunção de contribuições de Michel Foucault ( redes de poder ), Alessandro Pizzorno ( Sistemas de Interesses , Sistemas de Solidariedades e Arenas de Igualdades ) e Jessé de Souza ( habitus primário e habitus precários ). Além das entrevistas, que foram realizadas com funcionários, autoridades e presas, e das conversas livres com pessoas desses segmentos, por mais de seis meses, buscou-se, também, realizar um consideráveis levantamentos bibliográfico e documental sobre o tema. As presas utilizam diversas estratégias de resistência, buscando mitigar os diferentes processos de controle das autoridades, sendo que a mais abrangente delas é a de buscar tornar as atividades desenvolvidas internamente mais próximas possíveis daquelas existentes na sociedade livre , seja no trabalho, nas relações afetivas, mercado, religião, eventos lúdicos, visitas, comunicação, comida, entre outras
Resumo inglês:The thesis aims to analyze different "control" instruments that prison authorities are utilizing and other resistance mechanisms of the imprisoned women, in an extremely asymmetric power environment. The theme of this research is defined as Criminal Talavera Bruce Institute TBI, and the choice is justified by the relatively small number of actual research on women's prisons as well as for the fact of the TBI being the Model Prison of Rio de Janeiro. The central hypothesis of the thesis is that the instruments of resistances of the women there imprisoned are the same used by authorities to ensure the control in the Penitentiary. Authorities prioritize the coercion and punishment, within a close relationship with those resistance mechanisms that, in principle, intended to enlarge the qualities of life of these women in prison (perks, entertainment events, work, religion and visits, among others). In this research we have used a wide bibliography, being the hard nucleus of our analytical model a conjunction based on the contributions of Michel Foucault ("Power Networks "), Alessandro Pizzorno ("Interests", "Solidarity Systems and "Arenas of Equalities") and Jessé de Souza ("Primary Habitus and "Precarious Habitus ). In addition to the numerous interviews that were conducted with employees, authorities and detainees, as well as non-restrained conversations with other officers for more than six months, it was also sought to achieve a considerable bibliographical and documentary research on the topic. Imprisoned women use various strategies of resistance, seeking to mitigate the various processes of control authorities are implementing. The most extended of these strategies seek to match those activities developed internally, as closest as possible with those existing in the "free society", whether they are labor, or affective, or market relations, religion, entertainment events, visits, communication, food, among others