Inclusão escolar: equívocos e insistência - uma história de reis, príncipes, monstros, castelos, cachorros, leões, meninos e meninas

The demand for school inclusion of students with mental disabilities we face today has caused a great commotion for all of those involved, both students and their families and educators of regular schools and professionals of specialized institutions. This research aims to address this theme analyzi...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2012
Main Author: Batista, Cristina Abranches Mota lattes
Orientador/a: Koltai, Caterina
Format: Tese
Language:por
Published: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais
Department: Ciências Sociais
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://tede2.pucsp.br/handle/handle/3390
Resumo Português:A exigência de inclusão escolar de alunos com deficiência mental que presenciamos em nossos dias tem causado grande celeuma para todos os atores envolvidos, tanto os alunos e seus familiares, quanto os educadores das escolas comuns e profissionais das instituições especializadas. Esta pesquisa se propõe a abordar esse tema contemplando o diagnóstico e a definição dessa deficiência. Nós nos deparamos, ao longo de nosso percurso, com o pesado legado dos estudos e pesquisas científicos a esse respeito, os quais se caracterizam pela profunda discriminação que historicamente acompanhou essa deficiência, assim como com as dificuldades que o ser humano tem em lidar com ela. Como efeito, os estudos e as soluções que a sociedade moderna encontrou no intuito de atender seus ideais normativos tiveram características segregativas. Dessa forma, as ações especializadas foram dirigidas a um público diagnosticado com uma deficiência associada a uma patologia orgânica e incurável. Somado a esse fato, a deficiência mental foi aos poucos se configurando como um déficit no desenvolvimento infantil e intelectual, o que fez com que ela se tornasse durante muito tempo monopólio das ciências comportamentais e organicistas. A psicanálise, ao se debruçar sobre o tema, introduziu a questão do sujeito, o que desencadeou uma verdadeira subversão na abordagem da deficiência, possibilitando introduzir o sujeito do inconsciente numa clínica impregnada de conceitos comportamentais. Diante deste fato, contemplamos a abordagem psicanalítica sobre a inibição e a debilidade para avançar nesse estudo, com a intenção de ir além da compreensão de um simples déficit cognitivo para essa deficiência. Assim, dedicamos um capítulo ao estudo da debilidade - como o sujeito, na posição débil, constrói seus laços sociais e como se situa perante as instâncias do simbólico, imaginário e real. A análise da contemporaneidade nos foi necessária para podermos entender o mundo em que vivemos e o lugar ocupado pelo atual movimento de inclusão. Constatamos que vivemos num momento em que está se dando uma verdadeira virada antropológica , na qual vem se transformando tanto a vida social, quanto, segundo alguns autores, a própria economia psíquica. Nossa época se caracteriza pelo enfraquecimento do Grande Outro, pela perda de legitimidade da figura paterna, o que evidentemente tem consequências sobre o sujeito; não por acaso, a debilidade tem se ampliado neste contexto. As instituições especializadas criadas para instituir a segregação têm, em nossa contemporaneidade, a possibilidade de inverter este processo participando da legenda da inclusão e possibilitando uma saída da posição débil para o sujeito. No entanto, esta possibilidade se apresenta com a condição de que aceitem se transformar e desenvolver ações que contemplem as questões subjetivas, libertando-se dos ideais normativos e homogeneizadores. O último capítulo se debruça sobre as instituições escolares e especializadas nos eixos da educação, da mestria e do ensino, reiterando nosso ponto de vista de que a inclusão se dá na medida em que se consegue a inclusão do sujeito em todas essas funções de uma instituição
Resumo inglês:The demand for school inclusion of students with mental disabilities we face today has caused a great commotion for all of those involved, both students and their families and educators of regular schools and professionals of specialized institutions. This research aims to address this theme analyzing the diagnosis and definition of this disability. Along the way, we encountered the heavy load of studies and researches on this subject, which are characterized by the profound discrimination which has historically followed this disability, as well as the difficulties human beings face when dealing with it. As a result, studies and solutions provided by the modern with the purpose of achieving normative ideals had segregative characteristics. Thus, specialized actions were taken towards people diagnosed with a disability associated to an organic and incurable pathology. In addition, the mental disability was slowly identified as children s intellectual and developmental disabilities, which made it become a monopoly of behavioral and organicistic sciences. When discussing this theme, psychoanalysis introduced the matter of the subject, which triggered an actual subversion of how de disability was approached, making it possible to introduce the subject of the unconscious in a clinic filled with behavioral concepts. Thus, we analyzed the psychoanalytical approach on the inhibition and difficulties to advance in this study, with the purpose of going beyond the understanding of a simple cognitive deficit for this disability. Therefore we dedicated a chapter to the disability, on how the subject, in a weak position, builds social ties and how the subject faces instances of symbolic, imaginary and real. Analysis of contemporaneity was required so that we can understand the world where we live and the place occupied by the current inclusion movement. We verified that we live a moment when an anthropological turn is taking place, where both social life and according to some authors, the very psychic economy. Our time is characterized by the weakening of the Great Other, by the loss of legitimacy of the father figure, which evidently have consequences on the subject, and, not by chance, the disability is increased in this context. In our contemporaneity, specialized institutions created in order to enforce segregation are able to reverse this process taking part of inclusion and enabling the subject to leave that weak position. However, this possibility is created if they accept changing themselves and performing actions which include subjective issues, normative and homogenizing ideals. The last chapter explores school institutions and those institutions specialized in education, mastery and teaching, expressing our point of view that the inclusion will take place when the subject is included in all of these functions of an institution