O poder ecológico: uma introdução à história da cocaína na cidade de Benjamin Constant

La thèse parle de l histoire de la cocaïne dans la ville de Benjamin Constant (Brésil, État de l Amazonas) ; il y est question de la manifestation du pouvoir écologique qui est en rapport avec la politique de la cocaïne et aussi celles de la discipline et de la biopolotique. Les trois modalités de p...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2014
Main Author: Morais, Ricardo Barbosa lattes
Orientador/a: Garcia, Carla Cristina
Format: Tese
Language:por
Published: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Programa: Ciências Sociais
Department: Ciências Sociais
Assuntos em Português:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://tede2.pucsp.br/handle/handle/2449
Citação:Morais, Ricardo Barbosa. Lo pouvoir écologique: une introdution l histoire de la cocaïne dans la ville de Benjamin Constant. 2014. 167 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2014.
Resumo Português:A presente tese trata da manifestação do poder na história da cocaína na cidade de Benjamin Constant, marca pela manifestação do poder ecológico relacionado à política da matéria-prima da cocaína, em conjunto com a política da disciplina e da biopolítica. Os três tipos de poder estão correlacionados em torno de uma política planetária dos recursos da Amazônia, chamada de governamentalidade da natureza, que representa um novo sujeito histórico na forma de um poder global, com predominância para a política planetária com pretensões de controlar e regular a humanidade através da racionalidade ecológica, constituída no processo de expansão e ocupação da economia da borracha, da madeira e da cocaína, correlacionada com as formas do global e com as formas do local, formatou-se em uma política ambiental mundial, através da presença do que podemos chamar de brasileiros, colombianos e peruanos entre outros, com incidência para a realidade da cidade de Benjamim Constant e com os fluxos com Letícia e Tabatinga. A institucionalização dessas cidades pelo dispositivo do Estado é correlata à institucionalização do extrativismo de coca cujo tráfico faz o intercâmbio entre a cocaína amazônica e o mercado internacional das drogas. O território Solimões-Marañon, Içá-Putumaio e o Japurá-Caquetá, mais recente o Vale do Javari e o território de Loreto a plantação da coca avança em direção da Amazônia brasileira, transformando casas de farinha em laboratório de pasta de cocaína, em contra partida, o índice do crime de tráfico de cocaína local está abaixo da violência contra a mulher, abaixo da soma dos roubos e dos furtos e perdendo forças para o assalto à mão-armada, tendência da criminalidade recente, pelo que tudo indica dos anos 80, período áureo, aos anos 2009-2013 está havendo uma banalização da cocaína, que não responde pela dependência química, outrora criada pelo poder das disciplinas e das biopolíticas. A banalização da cocaína é um correlato do desencantamento do mundo do aparelho policial-penal e da legislação dos tóxicos