Entre o p?blico e o privado : interpreta??es sobre est?rias de abuso sexual em narrativas jornal?sticas

O presente estudo investiga o abuso sexual de crian?as e adolescentes a partir das narrativas jornal?sticas constru?das em dois dos jornais de maior circula??o da regi?o sul do Brasil, a Zero Hora (RS) e a Gazeta do Povo (PR), entre setembro de 2006 a outubro de 2007. Um dos principais objetivos foi...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2008
Main Author: Kraemer, Luciana
Orientador/a: Ribeiro, Fernanda Bittencourt lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Pontif?cia Universidade Cat?lica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de P?s-Gradua??o em Ci?ncias Sociais
Department: Faculdade de Filosofia e Ci?ncias Humanas
Assuntos em Português:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/4652
Resumo Português:O presente estudo investiga o abuso sexual de crian?as e adolescentes a partir das narrativas jornal?sticas constru?das em dois dos jornais de maior circula??o da regi?o sul do Brasil, a Zero Hora (RS) e a Gazeta do Povo (PR), entre setembro de 2006 a outubro de 2007. Um dos principais objetivos foi compreender como as not?cias neste per?odo retrataram as tr?s posi??es sociol?gicas associadas a esta viol?ncia, como a v?tima, o abusador e a cena de abuso. Outro questionamento da pesquisa diz respeito aos indicadores que revelam a maior ou menor abertura dos jornais ao discurso da Ag?ncia de Not?cias dos Direitos da Inf?ncia, uma ONG que se coloca como porta voz dos direitos da inf?ncia no campo jornal?stico e que trabalha para regular a abordagem do tema nos meios de comunica??o. Para dar conta das especificidades do objeto investigado, se utilizou como referencial te?rico leituras associadas ? viol?ncia, sexualidade, inf?ncia, sociologia da comunica??o e movimentos sociais. Como fonte de an?lise utilizou-se ainda o discurso de jornalistas e dirigentes da organiza??o. Dentre os resultados, a evid?ncia de que o discurso jornal?stico tem priorizado, nas narrativas, os casos de abuso sexual que se distanciam dos que as estat?sticas produzem, deslocando a casa como espa?o primeiro onde esta viol?ncia normalmente ocorre