Estresse oxidativo e hipercalcemia em cadelas com neoplasia mamária

A alta casuística das neoplasias mamárias nos animais de companhia, em conjunto com a maior preocupação e cuidados dispensados à saúde dos animais que vivem próximos ao homem, vistos como membro da família, gera a crescente necessidade de estudos que busquem desde métodos diagnósticos mais precisos,...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2017
Main Author: Claudia Russo
Orientador/a: Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense .
Banca: Giovana Wingeter di Santis, Maria Isabel Mello Martins, Alessandre Hataka, Neide Mariko Tanaka
Format: Tese
Language:por
Published: Universidade Estadual de Londrina. Centro de Ciências Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal.
Online Access:http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000214426
Resumo Português:A alta casuística das neoplasias mamárias nos animais de companhia, em conjunto com a maior preocupação e cuidados dispensados à saúde dos animais que vivem próximos ao homem, vistos como membro da família, gera a crescente necessidade de estudos que busquem desde métodos diagnósticos mais precisos, novas formas de abordagem terapêutica e fatores preditivos de prognóstico como aspectos que aumentem a morbidade, a presença de síndromes paraneoplásicas e a possível existência de estresse oxidativo também são objeto de estudo. O malondialdeído (MDA), um biomarcador geral de dano oxidativo, considerado um importante parâmetro para avaliação de estresse oxidativo celular, utilizado rotineiramente na medicina humana, foi escolhido para ser utilizado como forma de detecção desta condição no presente trabalho. Dois estudos foram realizados em cadelas portadoras de tumor de mama. No primeiro, com objetivo de identificar a presença de estresse oxidativo, 144 cadelas portadoras de neoplasia mamária, foram submetidas a avaliação clínica para estadiamento da doença, classificação histológica dos tumores, avaliação hematológica, bioqúimica sérica, incluindo testes de função renal, hepática, níveis séricos de cálcio total e dosagem de MDA, no momento de sua abordagem e 30 dias após realização de tratamento. De 144 cadelas incluidas no estudo, em 113 (78,47%) foram diagnosticados tumores malignos, sendo o carcinoma em tumor misto, o padrão histológico mais frequente (26,54%), e em 31 cadelas (21,53%) foram detectados apenas neoplasias benignas, sendo o adenoma mamário o padrão mais frequente (45,16%). Os valores séricos de MDA das cadelas com neoplasias malínas e benignas, no momento da abordagem e 30 dias após tratamento foram comparados com os valores obtidos de um grupo de 100 cadelas saudáveis. Houve diferença significativa entre todos os grupos estudados, identificando valores mais altos no grupo de cadelas com tumores malígnos, além disso, foi encontrada correlação significativa entre presença de anemia e níveis mais elevados de MDA. No segundo estudo, foram utilizadas 100 cadelas portadoras de neoplasia maligna de mama com o objetivo de realizar a comparação entre níveis de cálcio total e cálcio ionizado e padrão histológico das neoplasias, estadiamento clínico, alterações hematológicas e bioquímicas referentes a função renal e hepática. Em (52%) das cadelas doentes, foi constatada hipercalcemia, por meio da dosagem de cálcio ionizado, o que não foi verificado quando a análise foi feita por meio de dosagem de cálcio total. Além disso, verificou-se correlação positiva entre hipercalcemia e estadiamento clínico da doença, nos estágios mais avançados foram observados maiores concentrações séricas da fração ionizada do cálcio, demonstrando a importância da pesquisa sobre a presença de síndromes paraneoplásicas em cadelas com neoplasias mamárias. Pode ser concluido que as cadelas portadoras de neoplasia malígna de mama estão em estresse oxidativo e podem apresentar hipercalcemia, que deve ser verificada por meio da mensuração de cálcio ionizado, além disso presença de anemia em cadelas portadoras de neoplasia malígna de mama pode estar relacionada ao estresse oxidativo.
Resumo inglês:The high casuistic of mammary neoplasia in companion animals, with the greater concern and care given to the health of animals that live close to the man, as a family member, generates the growing need for studies that seek from more precise diagnostic methods, new forms of therapeutic approach and predictive factors of prognosis. Other aspects that increase morbidity, such as the presence of paraneoplastic syndromes and the possible existence of oxidative stress are also the object of study. Malondialdehyde (MDA), a general biomarker of oxidative damage, considered an important parameter for evaluation of cellular oxidative stress routinely used in human medicine, was chosen to be used as a means of detecting this condition in the present study. Two studies were performed on female dogs bearing mammary cancer. In the first one, 144 bitches with breast neoplasms were submitted to clinical evaluation for disease staging, histological classification of the tumors, hematological evaluation, serum biochemistry, including renal, hepatic, liver function tests, serum calcium levels and dosage of malondialdehyde (MDA), a biomarker of oxidative damage, at the time of its approach and 30 days after treatment. From 144 bitches included in the study, malignant tumors were diagnosed in 113 (78.47%), being the carcinoma in mixed tumor the most frequent histological pattern (26.54%), and in 31 bitches (21.53%), only benign neoplasms were detected, with mammary adenoma being the most frequent pattern (51.61%). Serum MDA values of bitches with malignant and benign neoplasms at the time of approach and 30 days after treatment were compared with values obtained from a group of 100 healthy bitches. There was a significant difference between all the studied groups, identifying higher values in the group of bitches with malignant tumors, in addition, a significant correlation was found between the presence of anemia and higher levels of MDA. In the second study, 100 bitches with malignant neoplasia of the breast were used in order to compare the levels of total calcium and ionized calcium and histological pattern of neoplasms, clinical staging, hematological and biochemical alterations related to renal and hepatic function. In 52% of the diseased dogs, hypercalcemia was observed by means of ionized calcium dosing, which was not verified when the analysis was done by total calcium dosing. In addition, there was a positive correlation between hypercalcemia and clinical staging of the disease, in the more advanced stages, higher serum concentrations of the ionized calcium fraction were observed, demonstrating the importance of the research on the presence of paraneoplastic syndromes in bitches with mammary neoplasms. It can be concluded that bitches with malignant neoplasia of the breast are in oxidative stress and may present hypercalcemia, which should be verified by measuring ionized calcium. The presence of anemia in female dogs with malignant neoplasia of the mammary may be related to oxidative stress.