RELAÇÃO DE GÊNERO E PODER: estudo comparativo de tipologia da cultura organizacional em duas universidades públicas

The organizational culture can be understood as a set of values, conditions, beliefs, expectations, attitudes and shared norms which have the role to provide a sense of identity to all members of the organization. Present research aims at studying the relationship between gender and power, having as...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2006
Main Author: Moraes, Maria Oliveira de lattes
Orientador/a: Swarnakar, Sudha lattes
Banca: Cunha, Auri Donato da Costa lattes, Rodrigues, Lucinaldo dos Santos lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Estadual da Paraíba
Programa: Mestrado Interdisciplinar em Ciências da Sociedade
Department: Educação, Linguagem e Cultura; Políticas Sociais
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://tede.bc.uepb.edu.br/tede/jspui/handle/tede/1974
Citação:MORAES, Maria Oliveira de. RELAÇÃO DE GÊNERO E PODER: estudo comparativo de tipologia da cultura organizacional em duas universidades públicas. 2006. 172 f. Dissertação (Mestrado em Educação, Linguagem e Cultura; Políticas Sociais) - Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, 2006.
Resumo Português:A cultura organizacional pode ser entendida como um conjunto de valores, pressupostos, crenças, expectativas, atitudes e normas compartilhadas que tem como papel proporcionar um senso de identidade a todos os membros da organização. A presente pesquisa tem como objetivo principal estudar a relação entre gênero e poder, tendo como base de orientação as tipologias da cultura organizacional da universidade Federal da Paraíba-UFPB (campus I J. Pessoa) e Universidade Estadual da Paraíba-UEPB (Campina Grande) na percepção dos dirigentes de cargos de chefias. O poder, nesta pesquisa, se estabelece a partir das relações cotidianas marcadas pela hierarquia que se constitui pelos lugares, ocupados por homens e mulheres, na estrutura administrativa de tomadas de decisões das duas instituições. Utilizou-se para nortear tal estudo, a tipologia de cultura organizacional proposta por Quinn e Kimberly (1984), correspondente às tipologias: cultura grupal, cultura inovativa, cultura racional e cultura hierárquica. O estudo também teve como suporte teórico as dimensões de cultura organizacional defendidas por Moscovici (1988), tais como: dimensão material, dimensão psicossocial ou política e dimensão ideológica. Para coleta dos dados foi utilizado como instrumento e técnica o questionário estruturado com perguntas fechadas, padronizadas e ordenadas a nível de caracterização. A metodologia adotada foi descritiva de abordagem quantitativa. Os resultados apontaram que na UFPB, dentre da amostra estudada, a maioria dos ocupantes de cargos é do sexo masculino e na UEPB é do sexo feminino, contudo, nas duas universidades, os cargos de alta gerência, de maior poder de decisões, estão centrados nas mãos dos homens, conformando, dessa maneira, uma estrutura hierárquica permeada pela desigualdade de gênero. No que tange a cultura organizacional, os dados revelaram a cultura racional como sendo a subjacente nas duas universidades, essa caracterizada pelos pressupostos de realização, desempenho e busca de resultados. As culturas que obtiveram menor representação, com base nos dados, foram a cultura hirárquica, ocupando o segundo nível de significância para a UFPB e terceiro para a UEPB; a inovativa como a segunda mais significante para a UEPB e a terceira para UFPB e a grupal a ocupar o menor nível de significância nas duas universidades.
Resumo inglês:The organizational culture can be understood as a set of values, conditions, beliefs, expectations, attitudes and shared norms which have the role to provide a sense of identity to all members of the organization. Present research aims at studying the relationship between gender and power, having as a basis the typologies of the organizational culture at Universidade Federal da Paraíba- UFPB (campus I- João Pessoa) and Universidade Estadual da Paraíba- UEPB (Campina Grande), taking into account the heads axel in charge of managing positions. Power, in this research, is established through the daily relationships marked by the hierarchy that is constituted by places, occupied by men and women, in the administrative structure while making decisions in both institutions. To give direction to such a study, the typology adopted is the one proposed by Quinn and Kimberly (1984), referring to the organizational culture corresponding to: group culture, innovative culture, rational culture and hierarchic culture. Proposed theoretically, the study was based on the various dimensions of the organizational culture by Moscovici (1988), such as: material dimension, psychosocial or political dimension and ideological dimension. To collect the data for this research, we used a structured questionnaire with closed, standardized and questions. The methodology adopted is descriptive with a qualitative approach. The results claim that, at UFPB, among the sample studied, most of the positions are occupied by men, and, at UEPB, the majority is occupied by women. However, in both universities, the highest managing positions, those which own the power to make decisions, are under the responsibility of men, shaping, thus, a hierarchical structure formed by the inequality of gender. Concerning the organizational culture, the data reveals the rational culture that underlies both universities. This rational culture is characterized by the conditions of accomplishment, performance, and search of results. The cultures that obtained the lowest representation, according to the data, were the hierarchic culture, whose level of significance was second and for UFPB and secondary, terciary to UEPB; the innovative culture which is the second most significant to UEPB and the terciary to UFPB; finally, the group culture which had the lowest level of significance in both universities.