Os emoticons e a teoria da polidez em mensagens instantâneas entre adolescentes e jovens adultos

O presente trabalho avalia o uso de dois emoticons (pequenos ícones que supostamente denotam emoções) no universo virtual, particularmente em Mensagens Instantâneas (MI) de interações ocorridas no MSN. O trabalho conta como sujeitos com um grupo de 67 indivíduos entre 17 e 23 anos residentes do Rio...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2013
Main Author: Fabiana Júlio Ferreira lattes
Orientador/a: Tania Maria Granja Shepherd lattes
Banca: Gisele de Carvalho lattes, Kátia Cristina do Amaral Tavares lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://www.bdtd.uerj.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4753
Resumo Português:O presente trabalho avalia o uso de dois emoticons (pequenos ícones que supostamente denotam emoções) no universo virtual, particularmente em Mensagens Instantâneas (MI) de interações ocorridas no MSN. O trabalho conta como sujeitos com um grupo de 67 indivíduos entre 17 e 23 anos residentes do Rio de Janeiro que pertencem ao mesmo nível social e não possuem nenhuma diferença hierárquica. As interações foram transformadas em txt e tratadas através da ferramenta Wordsmith 5.0 (Scott, 2008) para organizá-las, quantificá-las e prepará-las para análise. Após separadas as linhas com emoticons, essas foram classificadas de acordo com a Teoria da Polidez com vistas a verificar se o emoticon teria função polida no discurso e se poderia mitigar um AAF (Ato Ameaçador de Face). Lançou-se mão também do conceito de atos de fala para explicar aqueles emoticons que a Teoria da Polidez não deu conta. A pesquisa ocorreu com material autêntico doado pelos participantes e coletado ao longo do ano de 2011. O presente trabalho levantou dados de como os emoticons eram usados, por quem, e qual sua frequência e preferência, inclusive por parte de gênero. Os resultados apontam para uma restrição da aplicação da Teoria da Polidez para explicar os emoticons: esses parecem desempenhar múltiplas funções além daquelas de polidez e mitigação. Apontam também para uma preferência por parte de cada sexo por uma função específica para os emoticons investigados
Resumo inglês:The present project evaluates the use of two emoticons (little icons that supposedly denote emotions) in the virtual world, particularly in Instant Messages (IM) of interactions that happened on MSN. The project uses as subjects a group of 67 individuals between the ages of 17 and 23 years old, residents of Rio de Janeiro, who belong to the same social level and have no hierarchical difference. The interactions were transformed into txt and treated through the Wordsmith 5.0 tool (Scott, 2008) to organize them, quantify them and prepare them for analysis. After separating the lines with emoticons, they were classified according to the Politeness Theory to verify if the emoticon could have the function of politeness in the discourse and if it could mitigate an FTA (Face Threatening Act). The concept of speech acts was also used to explain those emoticons that could not be explained by the Politeness Theory. The research used authentic material donated by its participants and collected throughout the year 2011. The present work researched how emoticons were used, by whom and its frequency and preference, including in terms of gender. The results point to a restriction of the application of the Politeness Theory to explain emoticons: they seem to have multiple functions besides politeness and mitigation. The results also point to a preference by each gender for a specific function of the investigated emoticons.