Colonização e meio ambiente: a transformação da paisagem do oeste catarinense (1930 a 1970)

Neste trabalho analisamos as práticas de exploração e interação entre a população do oeste catarinense com o ambiente natural, cujo objetivo foi perceber como a paisagem regional passou por intensas transformações durante o processo de colonização, compreendido nesta pesquisa entre 1930 a 1970. Nos...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2018
Main Author: Salini, Ademir Miguel
Orientador/a: Carbonera, Mirian
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Federal da Fronteira Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em História
Department: Campus Chapecó
Assuntos em Português:
Online Access:https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/2529
Resumo Português:Neste trabalho analisamos as práticas de exploração e interação entre a população do oeste catarinense com o ambiente natural, cujo objetivo foi perceber como a paisagem regional passou por intensas transformações durante o processo de colonização, compreendido nesta pesquisa entre 1930 a 1970. Nos valemos metodologicamente da História Ambiental, que busca entender a interação entre o ser humano e a natureza em diferentes contextos políticos, históricos, ecológicos e culturais. Para tanto, usamos de variada gama de fontes documentais, produzidas pelas colonizadoras, madeireiras, órgãos públicos, reportagens de jornais locais, dados do IBGE, Leis e Decretos, além de imagens cartográficas e fotográficas produzidas no contexto desta pesquisa, assim como foi realizada uma análise de fontes orais e bibliográficas sobre a região oeste catarinense. Percebemos que o modelo de colonização regional, pautado na pequena propriedade, envolveu práticas de apropriação da natureza que alteraram de forma marcante o ambiente, onde a floresta nativa cedeu lugar para diferentes usos e ocupação do solo. Assim, a interação entre humanos e não humanos foi remodelando a paisagem regional. Se por um lado, a transformação da paisagem foi reflexo do modelo de ocupação, do uso do espaço, bem como das práticas de interação e exploração dos recursos naturais, por outro se evidenciou que os aspectos ambientais do oeste catarinense também contribuíram e influenciaram na formação sociocultural.
In the studies made, the farming practices and interactions between the western population of Santa Catarina and the natural enviroment were analyzed, having as a main objective to discover how it influenced the transformations in the regional landscapes over the colonization process, established, in this research, between 1930 and 1970. The studies were done by the using of the Enviroment History, that intends to understand the interaction between the human being and nature in different politicals, historicals, enviromentals and cultural aspects and contexts. To accomplish it, several documentary sources, offered by the colonizers, logging companies, public agencies, local newspapers’ reports, IBGE data, laws and ordinances, mapping images, photos taken to this research, plus the analysis of oral and bibliographic material about the western side of Santa Catarina. It is possible to realize that the regional colonization model, based on the small property, involved nature appropriation practices that have dramatically changed the enviroment, where the native florest has given place to different uses and occupations of soil. Thus, the interaction between humans and not humans has been changing the regional landscapes. If, on one hand, the transformation was a reflection of the occupation model, the use of the space, and of the interaction of practices and exploration of natural resources, on the other hand, the enviromental aspects of the western of Santa Catarina were highlighted and have contributed and influenced the social and cultural formation.