Estudo teórico sobre percepção sensorial: comparação entre William James e Joaquin Fuster

O presente estudo tem como objetivo investigar o conceito de percepção na Filosofia e Neurociência. Para tanto, descrevemos alguns aspectos históricos da neurociência cognitiva sobre as funções psicológicas superiores, bem como ressaltamos a importância do estudo da percepção no desenvolvimento huma...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2012
Main Author: Oliveira, Andréa Olimpio de lattes
Orientador/a: Mourão-Júnior, Carlos Alberto lattes
Banca: Braathen, Per Christian lattes, Castañon, Gustavo Arja lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Federal de Juiz de Fora
Programa: Programa de Pós-graduação em Psicologia
Department: ICH – Instituto de Ciências Humanas
Assuntos em Português:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1667
Resumo Português:O presente estudo tem como objetivo investigar o conceito de percepção na Filosofia e Neurociência. Para tanto, descrevemos alguns aspectos históricos da neurociência cognitiva sobre as funções psicológicas superiores, bem como ressaltamos a importância do estudo da percepção no desenvolvimento humano e processos sócio-educativos. Na Filosofia, duas grandes concepções sobre a sensação e a percepção fazem parte da tradição filosófica: o Empirismo e o Racionalismo. No século XX, contudo, a Filosofia alterou bastante essas duas tradições através de uma nova concepção do conhecimento sensível. As mudanças foram trazidas pela Fenomenologia e pela Psicologia da Forma ou teoria da Gestalt. A percepção apresenta estreita ligação com os sentidos, sendo as primeiras etapas realizadas pelos sistemas sensoriais, responsáveis por sua fase analítica. É como se cada característica fosse separada em suas partes constituintes, tais como forma, cor, movimentos e assim por diante. Porém, percebemos o mundo com totalidades integradas e não com sensações fracionadas, o que faz supor que existam outros mecanismos, além daqueles de natureza analítica, que contribuem para nossa percepção sintética. Faz-se necessário entender como a percepção, conceito estritamente subjetivo, se relaciona com o cérebro, abordagem amplamente estudada pela Neurociência Cognitiva. Finalmente, destacamos a importante investigação acerca da percepção realizada pelo neurocientista contemporâneo, Joaquin Fuster, demonstrando como William James, no final do século XIX, já havia escrito de forma muito semelhante.
The present study aims to investigate the concept of perception in Philosophy and Neuroscience. For this, we describe some historical aspects of cognitive neuroscience on the higher psychological functions, as well as emphasize the importance of perception in the study of human development and the socio-educational. In Philosophy, two large conceptions of sensation and perception are part of the philosophical tradition: Empiricism and Rationalism. In the twentieth century, however, the philosophy changed much these two traditions through a new conception of sensitive knowledge. The changes were brought about by the phenomenology and the psychology of form or Gestalt theory. The perception is closely linked to the senses, being the first steps taken by the sensory systems responsible for its analytical phase. It is as if each is separated into its constituent parts, such as shape, color, movement and so on. However, we perceive the world with uncompromising integrity and not with feelings fractionated, which suggests that there are other mechanisms besides those of analytical nature, which contribute to our synthetic perception. It is necessary to understand how perception, strictly subjective concept, relates to the brain, an approach widely studied by Cognitive Neuroscience. Finally, we highlight the important research on the perception held by contemporary neuroscientist Joaquin Fuster, showing how William James, in the late nineteenth century, had written very similarly.