Hábitos de saúde, comportamento de risco e seus efeitos sobre gastos domiciliares: evidências para o Brasil

A demanda por saúde e seus determinantes é um tópico central nas discussões de economia da saúde. Ao entender os seus diferentes determinantes, como investimento de tempo, aquisição de bens e serviços, condições ambientais, é possível realizar análises acerca do comportamento dos indivíduos em relaç...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2015
Main Author: Andrade, Vitor Luiz lattes
Orientador/a: Feres, Flávia Lúcia Chein lattes
Banca: Maia, Ana Carolina lattes, Pinto, Cristine Campos de Xavier lattes, Vieira, Marcel de Toledo lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Federal de Juiz de Fora
Programa: Programa de Pós-graduação em Economia
Department: Faculdade de Economia
Assuntos em Português:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1105
Resumo Português:A demanda por saúde e seus determinantes é um tópico central nas discussões de economia da saúde. Ao entender os seus diferentes determinantes, como investimento de tempo, aquisição de bens e serviços, condições ambientais, é possível realizar análises acerca do comportamento dos indivíduos em relação ao investimento em saúde que fornecem subsídios à análise normativa. Em países desenvolvidos, onde o perfil de morbidade e mortalidade está primariamente relacionado a doenças crônicas ao invés de doenças infecciosas e parasitárias, o estudo dos hábitos de saúde, que é também um dos determinantes da demanda por saúde, assume um papel relevante. O objetivo da dissertação é explorar os determinantes dos hábitos de saúde e sua consequência sobre os gastos domiciliares. Para tanto, a dissertação está dividida em dois artigos. No primeiro artigo, a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do ano de 2008, é realizado um estudo empírico dos determinantes do comportamento de risco (especificamente do hábito não saudável de fumar e o hábito saudável de praticar exercício físico) com base no modelo teórico de demanda por capital saúde. Os resultados das estimações dos modelos probit apontam efeitos estatisticamente significativos do sexo, cor, idade e escolaridade sobre os hábitos de saúde. Ressalte-se que, para cada 10 anos de estudo, a probabilidade de fumar diminui em 5%, enquanto que a probabilidade de praticar exercícios físicos aumenta em 3%. No segundo artigo, através da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), para os anos 2002-2003 e 2008-2009, é estimado uma equação que objetiva evidenciar o efeito do comportamento de risco, expresso pelos hábitos não saudáveis (como fumo, álcool e alimento não saudável), sobre os gastos familiares em saúde (custos diretos ou gastos out-of-pocket), por meio de modelo de duas partes. Entre os resultados encontrados, destaca-se que uma variação de 1% no escore da variável fator de risco de saúde, leva a um aumento de gasto com saúde entre R$ 55,21 e R$ 58,87. Ademais, em média, o efeito marginal da variável ―hábitos não saudáveis‖ sobre o gasto com medicamentos é 13,19 % do efeito marginal da mesma variável sobre os gastos totais com saúde e representa em torno de 2% do custo total atribuível ao tabagismo.
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