Cidades de portas fechadas: a intolerância contra os ciganos na organização urbana na Primeira República

O presente estudo parte de uma retrospectiva histórica sobre os principais e diferentes momentos que caracterizaram a trajetória dos ciganos no Brasil, marcada predominantemente por intolerância e perseguições. Fazemos um recorte mais específico sobre as questões envolvendo esses grupos no contexto...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2007
Main Author: Borges, Isabel Cristina Medeiros Mattos lattes
Orientador/a: Viscardi, Cláudia Maria Ribeiro lattes
Banca: Santos, Marco Antonio Cabral dos lattes, Lino, Sonia Cristina da Fonseca Machado lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa: Programa de Pós-graduação em História
Department: ICH – Instituto de Ciências Humanas
Assuntos em Português:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/2944
Resumo Português:O presente estudo parte de uma retrospectiva histórica sobre os principais e diferentes momentos que caracterizaram a trajetória dos ciganos no Brasil, marcada predominantemente por intolerância e perseguições. Fazemos um recorte mais específico sobre as questões envolvendo esses grupos no contexto da cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, nas últimas décadas do século XIX e início do XX, levando em conta as tensões e conflitos próprios ao panorama de transição para o capitalismo no Brasil. Este período foi marcado pela tentativa de assimilação dos valores “modernos” inspirados pela realidade européia, o que se expressava através da implantação de uma nova disciplina do trabalho, assim como de políticas públicas voltadas para a higienização e organização dos centros urbanos. Os ciganos eram considerados um obstáculo à implementação desse projeto modernizante, gerando reações tanto por parte das autoridades quanto da população, fator que contribuiu tanto para agravar o processo de isolamento destes ao longo das décadas, como para a concretização de uma perceptível invisibilidade política, econômica, social e cultural dos ciganos no Brasil.
Cette étude propose une rétrospective historique des différents et principaux moments qui forment l’histoire des gitans au Brésil marquée surtout par l’intolerance et les poursuites. On a approché les questions par rapport à ces groups dans le contexte de la ville de Juiz de Fora, Minas Gerais, dans les dernières décennies du XIXe siècle et le début du XXème siècle en prenant en compte les tensions et les conflits caractéristiques de la période de changements vers le capitalisme au Brésil. Cette période a été marquée par l’essai d’assimilation de valeurs “modernes” inspirées par la réalité européenne, ce qui s’exprimait à travers l’implantation d’une nouvelle discipline du travail ainsi que des politiques publiques orientées par le nettoyage et organization des villes urbaines. Les gitans étaient vus comme un obstacle à l’implantation de ce projet de modernisation, en provoquant des reactions des autorités et de la population, ce qui a contribué pour rendre pire le processus d’isolation des gitans au cours des décennies et la concrétisation d’une nette invisibilité politique, économique, sociale et culturelle des gitans au Brésil.