UTILIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE, PELA POPULAÇÃO INFANTIL, NO ESTADO DO MARANHÃO

It was conducted a descriptive study to evaluate the use of Primary Care Services for the child population in Maranhão State with emphasis on Family Health Program in a period from July 2007 to January 2008 with a representative Maranhão State sample of 1711 children, obtained through systematic ran...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2010
Main Author: Cunha, Carlos Leonardo Figueiredo lattes
Orientador/a: Silva, Raimundo Antonio da
Co-advisor: Gama, Mônica Elinor Alves
Banca: Mochel, Elba Gomide lattes, Figueiredo Neto, José Albuquerque de lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Federal do Maranhão
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE MATERNO-INFANTIL
Department: saúde da mulher e saúde materno-infantil
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://tedebc.ufma.br:8080/jspui/handle/tede/1136
Citação:CUNHA, Carlos Leonardo Figueiredo. USE OF SERVICES RIMARY CARE BY CHILD POPULATION IN MARANHAO STATE. 2010. 75 f. Dissertação (Mestrado em saúde da mulher e saúde materno-infantil) - Universidade Federal do Maranhão, São Luis, 2010.
Resumo Português:Realizou-se um estudo descritivo com o objetivo de avaliar a utilização dos serviços de Atenção Básica pela população infantil no Estado do Maranhão com ênfase no Programa Saúde da Família no período de julho de 2007 a janeiro de 2008 com uma amostra representativa do estado do Maranhão de 1.711 crianças, obtida por amostragem aleatória sistemática por conglomerados. Objetiva-se ainda traçar paralelo evolutivo de alguns indicadores atuais com a pesquisa similar realizada em 1996. Houve predomínio do sexo masculino, de três e mais anos de idade e residentes na zona urbana. Os dados demográficos apontaram para mães que vivem com seus companheiros (69,7%), que não trabalham (55,3%), com escolaridade de 5 a 8 anos (33,3%) e do pai de 1 a 4 anos (24,9%), renda familiar de até um salário mínimo (58,8%). Quanto às condições de moradia e saneamento, casas de tijolo (45,9%), abastecimento de água pela rede pública (54.4%), destino dos dejetos em fossa negra (33,9%), lixo coletado (46,0%), com posse de rádio e TV (48,3%). Do total de crianças estudadas, 53,3% realizaram a consulta preventiva no 1º ano de vida, 61,4% não fizeram a consulta de puericultura, dentre as que realizaram, a consulta foi realizada na faixa etária de 1 a 6 meses (55,8%), no SUS (92,1%), em Unidade Básica de Saúde da Família (67,8%). A grande maioria relatou visitas domiciliares pelo Programa Saúde da Família (81,6%), com a realização da pesagem da criança (70,0%) e orientações em relação aos seus cuidados, porém grande parte das mães relatou a não orientação em relação aos cuidados frente às diarréias (92,4%). Apesar da maioria possuir o cartão da criança (86,8%), o registro de peso só foi observado em (50,5%) realizado na maioria das vezes pelo Agente Comunitário de Saúde (53,9%). Os dados encontrados fora comparados aos dados da pesquisa Saúde, Nutrição e Mortalidade Infantil no Maranhão , desenvolvida em 1996, e observou-se que praticamente todas as variáveis sofreram incremento positivo - destaque para melhoria da escolaridade da mãe (de 47% para 63,6% de mães com mais de 4 anos de estudo) com redução do percentual de mães sem escolaridade (de 24,4% para 11,3%), destino adequado dos dejetos (de 25,8% para 32,8%) e o financiamento dessas consultas pelo SUS (de 78,6% para 92,1%). Com essa análise, ressalta-se a melhoria em alguns indicadores de qualidade de vida e da atenção a saúde da criança no estado do Maranhão, apesar de não serem uniformes na redução tão necessária da morbimortalidade infantil.
Resumo inglês:It was conducted a descriptive study to evaluate the use of Primary Care Services for the child population in Maranhão State with emphasis on Family Health Program in a period from July 2007 to January 2008 with a representative Maranhão State sample of 1711 children, obtained through systematic random sampling by conglomerates. It still aims to trace the evolutive parallel of some current indicators present with similar research conducted in 1996. There was the predominance of male sex, more than three years old and city residents. Demographic data pointed to mothers living with their partners (69.7%), mothers who did not work (55.3%), with low schooling level from 5 to 8 years (33.3%) and the father s schooling level from 1 to 4 years (24.9%), family income until a minimum wage (58.8%). Regarding the conditions of dwelling and sanitation, brick houses (45.9%), water supply by public company (54.4%), excreta destiny in black pit (33.9%), garbage collection (46.0%) with ownership of radio and TV (48.3%). From the total of studied children, 53.3% did have preventive consultation in the first year of life, 61.4% did not make the childcare consultation, among those who carried out the consultation it was realized in the age group from 1 to 6 months (55.8 %), by Single Health System (SHS) (92.1%), in the Basic Unit of Family Health (67.8%). The vast majority reported receiving home visits by Family Health Program (81.6%), with the realization of the child weighing (70.0%) and guidelines for their care, however great part of the mothers reported they did not have orientation regarding the cares face the diarrheas (92.4%). Although the vast majority has the child card (86.8%), the register of child weighing was observed only in an intermediate percentage of them (50.5%) performed most times by the Health Community Agent (53.9 %). The data found out were compared to data from the research "Health, Nutrition and Infant Mortality in Maranhão, developed in 1996 and it was observed that virtually all variables showed positive increasing - focus on improving of the mother s schooling level (from 47% to 63.6% of mothers with more than 4 years of study), reducing the percentage of mothers with no schooling (from 24.4% to 11.3%), appropriate excreta destination (from 25.8% to 32.8%) and the financing of these consultations by SHS (from 78.6% to 92.1%). With this analysis, it emphasizes the improvement of some quality of life indicators and the attention to child health in Maranhão State, although they are not uniform in reduction much needed of infant mortality.