Viver e lutar no Sertão das Geraes: mulheres líderes num contexto de destradicionalização

Essa pesquisa foi proposta para analisar o fenômeno do surgimento da figura de mulheres líderes não nas grandes metrópoles, mas no interior do país, a partir das mudanças significativas que aconteceram no Brasil desde o início da década de 80, portanto há cerca de trinta anos. O pressuposto é que as...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2013
Main Author: Elizabeth Maria Fleury Teixeira
Orientador/a: Neuma Figueiredo de Aguiar
Banca: Yumi Garcia dos Santos, Rafaela Cyrino Peralva Dias
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Federal de Minas Gerais
Programa: 32001010033P6 - SOCIOLOGIA
Online Access:http://hdl.handle.net/1843/BUOS-97ZJ94
Resumo Português:Essa pesquisa foi proposta para analisar o fenômeno do surgimento da figura de mulheres líderes não nas grandes metrópoles, mas no interior do país, a partir das mudanças significativas que aconteceram no Brasil desde o início da década de 80, portanto há cerca de trinta anos. O pressuposto é que as consistentes transformações que se passam nesse momento no interior do país resultam dessa combinação do renascimento de lutas sociais significativas - a reorganização dos movimentos de trabalhadores, a ação de grupos mais à esquerda, e também de intelectuais, jornalistas e artistas no país, ao final dos anos 70, e a marcante atuação dos movimentos de mulheres e do movimento feminista brasileiro -, numa lenta retomada da democracia à sociedade brasileira, processo no qual as mulheres tiveram uma participação reconhecida. A partir das transformações produzidas pela redemocratização, vivida em diversos países da América Latina nas últimas décadas é que recortamos esse fenômeno do surgimento das mulheres líderes. Em termos jurídicos, há também o registro da Constituinte de 1988, que trouxe consistentes mudanças, construindo-se ali uma delimitação legal dos direitos das mulheres.