Visões e virtudes pedagógicas do ensino experimental da química: o que dizem professores de química que utilizam a experimentação em suas práticas pedagógicas?

Nessa pesquisa investigo concepções, sobre uso pedagógico da experimentação incorporadas por professores de Química que realizam rotineiramente essas modalidades de aulas com seus alunos: Que desafios enfrentam nas suas realizações? Que contribuições consideram que podem fornecer ao ensino aprendiza...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2008
Main Author: MOURA, Geziel Nascimento de lattes
Orientador/a: CHAVES, Silvia Nogueira lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Federal do Pará
Programa: Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas
Department: Instituto de Educação Matemática e Científica
Assuntos em Portugês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/3114
Citação:MOURA, Geziel Nascimento de. Visões e virtudes pedagógicas do ensino experimental da química: o que dizem professores de química que utilizam a experimentação em suas práticas pedagógicas?. 2008. 66 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Pará, Núcleo Pedagógico de Apoio ao Desenvolvimento Científico, Belém, 2008. Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas.
Resumo Português:Nessa pesquisa investigo concepções, sobre uso pedagógico da experimentação incorporadas por professores de Química que realizam rotineiramente essas modalidades de aulas com seus alunos: Que desafios enfrentam nas suas realizações? Que contribuições consideram que podem fornecer ao ensino aprendizagem da Química? O material empírico produzido teve como fonte entrevistas coletivas concedidas por dois grupos de professores de Química, um que atuava no Ensino Médio e outro no Ensino Superior em um curso de Licenciatura em Química. Tal material foi organizado e analisado tomando como base princípios metodológicos da análise de conteúdo e da pesquisa narrativa e (auto)biográfica. A análise partiu de aspectos convergentes entre os discursos dos dois grupos de professores. O conjunto das análises indicia que as concepções sobre experimentação assumidas pelos sujeitos-professores pouco ou nada se diferenciam daquelas encontradas em pesquisas que investigaram professores que não utilizam aulas práticas. Nesse sentido, prevaleceu o entendimento do uso pedagógico da experimentação como estratégia de ensino aliada à teoria de forma complementar a esta, cuja principal função recaiu no suposto caráter motivacional do ensino experimental. Mantendo um discurso já corriqueiro, os professores reiteram as contingências infra-estruturais e organizacionais como fatores limitantes ao uso pedagógico da experimentação no ensino de ciências. Esse parece ser um discurso já estruturado que atravessa a área e que se presentifica na fala dos sujeitos, mesmo que tais condições (ou a falta delas) não sejam vivenciadas por eles em seus ambientes de trabalho. Ao falarem sobre este tipo de desafio esses professores falam de algo que não lhes pertence enquanto desafio pessoal, mas que está presente em uma forma usual de se lidar discursivamente com o ensino experimental. Um aspecto que merece destaque, por não ser frequente, dentre os resultados obtidos na pesquisa está o fato dos sujeitos atribuírem à formação docente a qualidade de desafio a ser vencido para a efetivação do ensino experimental na escola, ainda que a compreensão de formação manifestada esteja limitada à dimensão técnica.
This scientific research has been done in order to investigate the pedagogic use of ‘technical experimentation’ by Chemistry teachers who use it in school classrooms: What kind of challenges or problems they face by using this mean? What kind of practical contributions they can afford to the Chemistry teaching and learning? The empiric material we have produced at this time has been built and written by a very specific source. This source has been an amount of interviews with two distinct groups of Chemistry teachers. The first group works with high school students and the second one do it with Chemistry baccalaureate alumnus. The collected material has been organized, reviewed and analyzed following some methodological rules and narrative and (auto) biographic research. The analysis itself was made by comparing the concurrent aspects in the discourse enounced by the two groups of teachers. The result of the all analysis indicates that the conceptions about experimentation assumed by the ‘subjects-teachers’ a little bit or even nothing are different from those found in researches made with a group of professors who never use practical classes. In this way has prevailed the understanding that the pedagogical use of ‘experimentation’ as an important teaching strategy if it can be added to the related theory as well. At this point it is necessary to say that the experimentation has its own motivation, forming a particular character. The interviewed teaches maintain an old and repeated report that the bad and weak infrastructure limits seriously the pedagogic use of experimentation in scholar scientific studies. This seems to be a very discourse which is ever present in the speech of a huge group of professionals, even when these structural conditions (or their absence) don’t be necessarily experimented by them in their respective work places. It is also important to say that these teachers usually talk about this subject not as a personal challenge but simply like a way to express their generalized opinion about the experimental teaching. A important aspect to be considered among all results obtained in this research, is about the fact that the subjects-teachers often attribute to the professors qualification some sort of challenge to be won. In fact, they say that this aspect is quite fundamental to become effective a experimental teaching at schools, even when the manifested technical formation would be limited by a technical dimension.