Zona de desenvolvimento proximal como processo de intersubjetivação : o exemplo das comunicações abreviadas

O objetivo deste estudo é, a partir da noção de Zona de Desenvolvimento Proximal, (re)discutir aspectos da mediação semiótica, do funcionamento interpsicológico e das comunicações abreviadas na teoria sóciohistóricocultural de Vygotsky. Buscamos fazer uma (re)leitura do conceito de mediação semiótic...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2009
Main Author: Jorge Simões Bezerra, Henrique
Orientador/a: Rogério de Lemos Meira, Luciano
Format: Tese
Language:por
Published: Universidade Federal de Pernambuco
Assuntos em Português:
Online Access:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8041
Citação:Jorge Simões Bezerra, Henrique; Rogério de Lemos Meira, Luciano. Zona de desenvolvimento proximal como processo de intersubjetivação : o exemplo das comunicações abreviadas. 2009. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Psicologia Cognitiva, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2009.
Resumo Português:O objetivo deste estudo é, a partir da noção de Zona de Desenvolvimento Proximal, (re)discutir aspectos da mediação semiótica, do funcionamento interpsicológico e das comunicações abreviadas na teoria sóciohistóricocultural de Vygotsky. Buscamos fazer uma (re)leitura do conceito de mediação semiótica, alinhada com a pragmática, enfatizando a relação signocontextoprodução de sentidos. Abordamos o funcionamento interpsicológico através da noção de intersubjetividade, enfatizando a relação triádica egoalterobjeto, caracterizada por uma tensão constante entre tendências à mutualidade e à diferença, bem como ressaltamos sua natureza antiapriorística e antiessencialista, que denominamos intersubjetivação. Por fim, tomamos as comunicações abreviadas como fenômeno relacional que integra de modo peculiar a mediação semiótica e as relações intersubjetivas. Para ilustrar e dar suporte a investigação teórica, apresentamos um estudo empírico, baseado na análise interacional, em que são examinadas trocas discursivas de parceiros íntimos entre si e destes com o pesquisador. As reflexões apontam para uma abordagem da teoria vygotskiana, especialmente da Zona de Desenvolvimento Proximal, menos centrada na internalização e mais orientada para as mudanças nas regularidades interacionais e semióticas das relações sociais