Cidade e modernidade Ipu-CE: verso e reverso de uma cidade nas primeiras décadas do século XX.

Esta tese analisa a construção discursiva do progresso e da modernidade, nas primeiras décadas do século XX, na cidade de Ipu, e como foi ela capaz de gerar, no seio de um grupo de pessoas, daquelas ligados ao poder local, práticas de intervenção na realidade local, que caminhavam em pelo menos dois...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2013
Main Author: FARIAS FILHO, Antonio Vitorino
Orientador/a: SIQUEIRA, Antônio Jorge de
Format: Tese
Language:por
Published: Universidade Federal de Pernambuco
Assuntos em Português:
Online Access:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11586
Citação:FARIAS FILHO, Antonio Vitorino. Cidade e modernidade Ipu-CE: verso e reverso de uma cidade nas primeiras décadas do século XX. Recife, 2013. 265 f. Tese (doutorado) -UFPE, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-graduação em História. Recife, 2013.
Resumo Português:Esta tese analisa a construção discursiva do progresso e da modernidade, nas primeiras décadas do século XX, na cidade de Ipu, e como foi ela capaz de gerar, no seio de um grupo de pessoas, daquelas ligados ao poder local, práticas de intervenção na realidade local, que caminhavam em pelo menos dois sentidos: em primeiro lugar, nos espaços físicos da cidade, com o objetivo de revelar uma imagem de cidade moderna, portanto, limpa e hiegiênica, e, em segundo lugar, nos costumes da população, sempre apresentados como incompatíveis com os valores defendidos. Neste caso, as práticas daqueles defensores da modernização e da modernidade anunciadas, tinham como objetivos, de um lado, extirpar os costumes incompatíveis com o que se defendiam, e, de outro, erguer espaços de sociabilidades informados por novos valores, sempre identificados como superiores, de uma cultura sofisticada e letrada, fechados, no entanto, ao ingresso de pessoas de baixa condição. Buscamos demonstrar que, se apegar aos valores do progresso e da modernidade, foi uma estratégia buscada por seus defensores para colocar em prática seus projetos que eram, em essência, excludentes, deixavam de fora amplos grupos sociais. A análise foi construída com base em fontes legadas pelos atores sociais do passado que analisamos, dentre as quais, jornais, revistas, almanaques, fontes literárias, documentos de governo, tomadas não como testemunhos incontestes da realidade, mas como monumentos, como construções representativas do mundo.