Monitoramento da infecção por citomegalovírus em pacientes submetidos a transplante renal

O citomegalovírus é uma importante complicação após o transplante renal. O uso de imunossupressores na prevenção de rejeição ao aloenxerto pode desencadear mudanças no comportamento do CMV, sendo importante o seguimento viral póstransplante, como medida preventiva para limitar o impacto clínico dest...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2017
Main Author: Joventino, Kércia Monaline de Souza
Orientador/a: Machado, Paula Renata Lima
Format: Dissertação
Language:por
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA PARASITÁRIA
Assuntos em Português:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25572
Citação:JOVENTINO, Kércia Monaline de Souza. Monitoramento da infecção por citomegalovírus em pacientes submetidos a transplante renal. 2017. 62f. Dissertação (Mestrado em Biologia Parasitária) - Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2017.
Resumo Português:O citomegalovírus é uma importante complicação após o transplante renal. O uso de imunossupressores na prevenção de rejeição ao aloenxerto pode desencadear mudanças no comportamento do CMV, sendo importante o seguimento viral póstransplante, como medida preventiva para limitar o impacto clínico deste vírus. O objetivo do estudo foi monitorar a infecção por citomegalovírus em pacientes submetidos a transplante renal no Hospital Universitário Onofre Lopes, Natal, Rio Grande do Norte. No total foram incluídos 165 pacientes no período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2016. Amostras de sangue periférico foram obtidas na 2ª, 4ª, 8ª, 12ª e 24ª semanas pós-transplante para detecção molecular do CMV pela nestedPCR e a quantificação da carga viral do CMV pela PCR em tempo real. Os transplantados renais apresentaram incidência de 59,4% de infecção ativa por CMV, correlacionada ao uso de everolimo (p=0,0008) e timoglobulina (p=0,0042). Quarenta e cinco pacientes apresentaram números de cópias superiores ao ponto de corte de 4600 cópias/mL, com sensibilidade de 67,2% e especificidade de 70,7%, associado a sinais e sintomas de infecção por CMV, tais como febre, distúrbio gastrointestinal, mialgia, leucopenia e trombocitopenia. Nossos resultados demonstraram uma alta incidência de infecção ativa por CMV, evidenciando a necessidade do diagnóstico precoce dessa infecção, além de que a PCR em tempo real pode ser utilizada para monitorar infecções sintomáticas por CMV em receptores de transplante renal.
Cytomegalovirus infection is an important complication after renal transplantation. The use of immunosuppressants in the prevention of rejection may trigger changes in the behavior of CMV, it is important to post-transplant viral follow-up, as preventive measure, to limit clinical impact of this vírus. The objective of this study was to monitor cytomegalovirus infection in patients who underwent renal transplant in the Onofre Lopes University Hospital (HUOL), Natal, Rio Grande do Norte. In total were included 165 patients in the period from 2013 to 2016. Samples of peripheral blood obtained on the 2nd, 4th, 8th, 12th and 24th weeks post-transplant to molecular detection of CMV by nested-PCR and quantification of CMV viral load by real-time PCR. Who renal transplants presented incidence of 59.4% of active CMV infection was, correlation with the use of everolimus (p = 0.0008) and thymoglobulin (p = 0.0042). Forty-five patients who presented copy numbers above the cut-off point (4600 copies/mL), with sensitivity of 67.2% and specificity of 70.7%, associated were clinical signs and symptoms of CMV infection, such as fever, gastrointestinal disturbance, myalgia, leukopenia and thrombocytopenia. Our results demonstrated a high incidence of active CMV infection, evidencing the necessity of the early diagnosis of this infection, in addition to real-time PCR can be using to monitor CMV symptomatic infections in renal transplant recipients.