A noção de dikaiosýne: análise do Mito do Anel de Giges em Platão

Este trabalho investiga a noção de justiça, dikaiosýne, na República de Platão através da análise do mito do anel de Giges. Platão ao narrar o mito do anel de Giges expõe mediante as suas imagens a máxima injustiça tanto no que se refere à alma do indivíduo, psyché, quanto no que se refere à cidade-...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2018
Main Author: Véras, Andréa Karine de Araújo
Orientador/a: Silva, Markus Figueira da
Format: Dissertação
Language:por
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
Assuntos em Português:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/26282
Citação:VÉRAS, Andréa Karine de Araújo. A noção de dikaiosýne: análise do Mito do Anel de Giges em Platão. 2018. 92f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2018.
Resumo Português:Este trabalho investiga a noção de justiça, dikaiosýne, na República de Platão através da análise do mito do anel de Giges. Platão ao narrar o mito do anel de Giges expõe mediante as suas imagens a máxima injustiça tanto no que se refere à alma do indivíduo, psyché, quanto no que se refere à cidade-estado, pólis. Giges é a imagem do tirano, logo possui o pior tipo de alma, a tirânica, que reflete a sua prática política. A tirania representa a máxima injustiça. Ao fazer a analogia entre psyché e pólis, percebemos a preocupação de Platão com a ética, a política e a formação paidêutica dos cidadãos. A tirania se contrapõe à melhor alma e ao melhor governo que seria a do rei-filósofo. Platão usa o mito de forma paidêutica, educativa, para provocar a reflexão na alma dos indivíduos sobre a areté por excelência, a dikaiosýne. Da narrativa da máxima injustiça, Platão caminha para tornar visível a máxima justiça que deveria existir na alma dos belos e bons cidadãos e na sua cidade ideal, a politéia.
This work investigates the notion of justice, dikaiosýne, in the Republic of Plato through the analysis of the myth of Giges. Plato, in narrating the myth of Giges, exposes through his images the greatest injustice both in regard to the soul of the individual, psyché, and in regard to the city-state, pólis. Giges is the image of the tyrant, soon possesses the worst kind of soul, the tyrannical one, which reflects his political practice. Tyranny represents the greatest injustice. In making the analogy between psyché and pólis, we realized Plato's concern with ethics, politics, and the pedagogical training of citizens. Tyranny opposes the best soul and the best government that would be that of the philosopher-king. Plato uses the myth in a pedagogical, educational way, to provoke the reflection in the soul of individuals on the areté for excellence, the dikaiosýne. From the narrative of the greatest injustice, Plato goes on to make visible the maximum justice that should exist in the soul of the beautiful and good citizens and in his ideal city, the polytheia.