Todos precisam de uma família? : o acolhimento institucional e os discursos que o sustentam

This research investigates, from a psychoanalytical perspective, the place that the family occupies not only in the public policies that aim protection of childhood and adolescence but also in the speech of those who operate such policies, with emphasis on institutional care home or shelter. The res...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2012
Main Author: Souza, Fernanda Hermínia Oliveira lattes
Orientador/a: Cunha, Eduardo Leal lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Federal de Sergipe
Programa: Pós-Graduação em Psicologia Social
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://ri.ufs.br/handle/riufs/5966
Resumo Português:Esta pesquisa investiga, a partir do referencial psicanalítico, o lugar que a família ocupa tanto nas políticas públicas voltadas à proteção à infância e à adolescência quanto no discurso daqueles que operam tais políticas, com destaque para as instituições de acolhimento institucional ou abrigos. A pesquisa identificou um modelo específico de família, família nuclear, como regulador das relações entre crianças, funcionários das instituições e Estado, a despeito do surgimento de novas formas de vínculo parental e da impossibilidade de se reproduzir o modelo familiar no ambiente institucional. A análise histórica revelou que o modelo familiar nuclear passou a se constituir como modulador das relações sociais. Esse modelo, centrado na tríade pai-mãe-filho, parece ser referência para a constituição das instituições de acolhimento e aparece como dimensão imaginária, que serve de núcleo de sustentação da lei e do funcionamento institucional. Tendo em vista o papel da família nuclear na estruturação da sociedade e do indivíduo, analisam-se as novas modalidades de configuração familiar e como elas indicam o declínio da família nuclear. Em seguida, duas possibilidades para a compreensão da vinculação afetiva no ambiente institucional são apresentadas: uma vertical, baseada na reprodução da filiação pelo modelo nuclear; outra, horizontal, baseada no vínculo fraterno.
Resumo inglês:This research investigates, from a psychoanalytical perspective, the place that the family occupies not only in the public policies that aim protection of childhood and adolescence but also in the speech of those who operate such policies, with emphasis on institutional care home or shelter. The research identified a specific model of family, nuclear family, as a regulator of relationships between children, shelter s employees and State, due to the appearance of new forms of parental bonding and the impossibility to reproduce the family model in the institutional environment. The historical analysis revealed that the nuclear family model has constituted itself as a modulator of social relations. This model, centered on the triad father-mother-son, seems to be a reference to the constitution of the shelter institutions and appears as imaginary dimension, which serves as the core support of law and institutional functioning. Given the role of the nuclear family in society and in the individual´s structure, we analyze the new forms of family configuration and how they indicate the decline of the nuclear family. Then, two possibilities for understanding the emotional attachment in the institutional environment are presented: a vertical one, based on reproduction of parenting by the nuclear model, and another one, horizontal, based on fraternal bond.