Estudos calorimétricos da adsorção e liberação da pirimetamina e sulfadiazina em matriz de quitosana quimicamente modificada

This work aimed to study the interaction of the drug pyrimethamine (PIR) and sulfadiazine (SDZ) with the biopolymer chitosan chemically modified with glutaraldehyde, after immobilization of copper (Quit-Cu). The release of these drugs in buffer pH 7.0 was also studied by heat-conduction calorimetry...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2009
Main Author: Lima, Patrícia Soares de lattes
Orientador/a: Almeida, Luís Eduardo lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Federal de Sergipe
Programa: Pós-Graduação em Química
Assuntos em Portugês:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:https://ri.ufs.br/handle/riufs/6125
Citação:LIMA, Patrícia Soares de. Estudos calorimétricos da adsorção e liberação da pirimetamina e sulfadiazina em matriz de quitosana quimicamente modificada. 2009. 92 f. Dissertação (Mestrado em Química) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2009.
Resumo Português:Este trabalho teve como objetivo o estudo da interação dos fármacos pirimetamina (PIR) e sulfadiazina (SDZ) com o biopolímero quitosana modificado quimicamente com gluteraldeído e tendo cobre imobilizado (Quit-Cu), bem como o estudo de liberação desses fármacos em tampão pH 7,0 através da calorimetria isotérmica. As matrizes de quitosana modificadas com gluteraldeído (Qui-GLT) foram utilizadas para imobilização de íons Cu(II), obtendo o material Quit-Cu contendo 2,347 x 10-5 mols.g-1 de cobre. Utilizando a calorimetria isotérmica obtiveram-se valores das energias de interação (Qint) e da quantidade de fármaco que interage (Nint) com a matriz Quit-Cu, a 298 K. Os dados obtidos ajustaram-se ao modelo de Langmuir. Valores negativos encontrados para a energia livre de Gibbs da PIR e da SDZ, ΔG = −16,7 ± 0,4 KJmol−1 e ΔG = − 15,7 ± 0,6 KJmol−1 respectivamente, confirmam a viabilidade dos processos e a natureza espontânea dos mesmos. O processo de liberação dos fármacos da matriz Quit-Cu também foi avaliado por calorimetria e os dados obtidos ajustados ao modelo da lei das potências. Os valores de n obtidos dos ajustes indicam que tanto a PIR como a SDZ tem mecanismo de liberação anômalo. A PIR teve uma taxa de liberação maior da matriz Quit-Cu com um tempo menor (k = 11,31x10-2 em 36min) em relação à SDZ (k=8,84x10-2 em 60min). Os resultados de liberação da PIR foram cerca de 40 vezes maior que a concentração da dose inibitória da PIR para DHFR da toxoplasmose (0,25μM), existindo, portanto possibilidades de ser um bom carreador deste fármaco.
Resumo inglês:This work aimed to study the interaction of the drug pyrimethamine (PIR) and sulfadiazine (SDZ) with the biopolymer chitosan chemically modified with glutaraldehyde, after immobilization of copper (Quit-Cu). The release of these drugs in buffer pH 7.0 was also studied by heat-conduction calorimetry at 298 K. The matrices of chitosan modified with glutaraldehyde (QUIT-GLT) were used for immobilization of ions Cu (II), obtaining the material Quit-Cu. This material has 2.347 x 10-5 mol.g-1 of copper. It was obtained values of the interaction energies (Qint) and the amount of PIR and SDZ interacting with Quit-Cu matrix (Nint) at 298 K. Langmuir isotherm described the adsorption equilibrium behaviour in the entire concentration range studied. Negative values found for Gibbs free energy of the PIR and SDZ, ΔG = -16.7 ± 0.4 KJmol-1 and ΔG = - 15.7 ± 0.6 KJmol-1 respectively, confirm the feasibillity of procedures and their spontaneous nature. The release of the drugs from Quit-Cu was also estimated by calorimetry. The data obtained could be described by the model of Power Low. The n values obtained from the fits indicate an anomalous release of PIR and SDZ from Quit-Cu. PIR had a release rate higher than SDZ and a time of release lower than SDZ ( k = 11,31x10-2, 36 min to PIR and K=8,84x10-2, 60 min to SDZ). The results of PIR release were about 40 times greater than the inhibitory concentration dose of the PIR to toxoplasmosis DHFR (0.25 μM), suggesting that the material could be a good carrier to this drug.