Herança e mapeamento genético da resistência à ferrugem (Puccinia psidii) em cruzamentos interespecíficos de Eucalyptus

Aiming to extend the actual inheritance studies resistance of 10 interspecific progenies of Eucalyptus spp. developed in the Genolyptus Project were assessed by artificial inoculation. The segregation pattern of all ten families suggests the occurrence of double recessive epistasis. Rust resistance...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2008
Main Author: Alves, Alexandre Alonso lattes
Orientador/a: Alfenas, Acelino Couto lattes
Co-advisor: Brommonschenkel, Sérgio Hermínio lattes, Grattapaglia, Dário lattes
Banca: Resende, Marcos Deon Vilela de lattes, Cruz, Cosme Damião lattes
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade Federal de Viçosa
Programa: Mestrado em Genética e Melhoramento
Department: Genética animal; Genética molecular e de microrganismos; Genética quantitativa; Genética vegetal; Me
Assuntos em Portugês:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://locus.ufv.br/handle/123456789/4676
Citação:ALVES, Alexandre Alonso. Inheritance and genetic mapping of rust (Puccinia psidii) resistance in interspecific crosses of Eucalyptus. 2008. 71 f. Dissertação (Mestrado em Genética animal; Genética molecular e de microrganismos; Genética quantitativa; Genética vegetal; Me) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2008.
Resumo Português:Visando estender os atuais estudos de herança, avaliou-se por meio de inoculações artificiais, a resistência de 10 progênies interespecíficas de Eucalyptus spp. desenvolvidas no Projeto Genolyptus. Os padrões de segregação obtidos para as dez progênies sugerem a ocorrência de epistasia recessiva dupla. Desse modo, a resistência à ferrugem deve depender de dois genes principais, um que codifica para uma proteína R, que reconhece proteínas Avr de Puccinia psidii de modo direto e o outro que codifique para um membro importante da cadeia de transdução de sinais como, por exemplo, uma proteína quinase que atua downstream do reconhecimento R-Avr. A falta da molécula sinalizadora bloquearia a ativação dos mecanismos de resistência do mesmo modo que a falta da proteína R resultaria em suscetibilidade. Alternativamente a resistência à ferrugem pode seguir o modelo guarda, onde uma proteína R, codificada por um dos genes, monitora uma proteína da planta tida como alvo de virulência pelo patógeno, codificada pelo segundo gene. A fim de se mapear o gene/QTL para resistência à ferrugem em um cruzamento interespecífico, 188 plantas obtidas do cruzamento [(E. dunnii x E. grandis 2) x (E. urophylla x E. globulus)] foram avaliadas quanto à resistência à ferrugem e genotipadas com um grupo de microssatélites que cobre todo o grupo de ligação 3. Apesar do padrão de segregação da resistência à ferrugem no cruzamento em questão corresponder àquele esperado para um caráter monogênico dominante, a resistência foi tratada como um caráter quantitativo e análises de QTL foram realizadas para estimar a posição e o efeito do loco envolvido na expressão da resistência. Para o mapeamento de QTLs em mapa integrado foi utilizada a estratégia de mapeamento por intervalo desenvolvida por Fulker & Cardon e para o mapeamento de QTLs nos mapas pseudo-testcross previamente construídos foi utilizada a estratégia de mapeamento por intervalo desenvolvida por Lander & Botstein. Como essas análises detectou-se um QTL para resistência à ferrugem no grupo de ligação 3. Esse QTL foi detectado com grande significância estatística pela metodologia de Fulker & Cardon entre os marcadores Embra286 e Embra122, e pela estratégia de Lander & Botstein entre os marcadores Embra350 e Embra239. A estimativa é que estes QTLs expliquem 71 e 42% da variação fenotípica, respectivamente, e sendo a herdabilidade da resistência à ferrugem neste cruzamento igual a 84%, esses QTLs devem explicar 84 e 50% da resistência à ferrugem nesse cruzamento, respectivamente. Uma vez que esses QTLs foram identificados na mesma região do grupo de ligação 3, eles devem corresponder a um mesmo loco. Para se obter o exato posicionamento do gene de resistência no mapa integrado previamente construído para a família (DxG2)x(UxGL) os dados de resistência à ferrugem foram analisados com um algoritmo implementado no software GQMOL. Com esta análise foi possível localizar o gene de resistência na região entre os marcadores Embra286 e Embra239 em uma janela genética de 14,6cM, confirmando ainda a hipótese que os dois genitores são heterozigotos para o gene de resistência. Os marcadores que flanqueiam esse gene/QTL podem ser utilizados em experimentos de introgressão com uma eficiência esperada de aproximadamente 99% na seleção de plantas resistentes, assumindo ausência de interferência de recombinação na região genômica alvo.
Resumo inglês:Aiming to extend the actual inheritance studies resistance of 10 interspecific progenies of Eucalyptus spp. developed in the Genolyptus Project were assessed by artificial inoculation. The segregation pattern of all ten families suggests the occurrence of double recessive epistasis. Rust resistance must then depends on two major effect genes, one that codes for an R protein, capable of recognize Puccinia psidii Avr proteins directly and the other that codes for an extremely important member of the transduction pathway, i.e. a protein kinase that acts downstream of R-Avr recognition. The lack of a signaling molecule would block the activation of the defense mechanisms in the same way that the lack of the R protein would result in susceptibility. Alternatively rust resistance in eucalypts might follow the guard hypothesis, with a classic R protein coded by one locus monitoring the protein that is target for pathogens effector molecules and that is coded by the second locus. In order to map resistance gene/QTL, 188 plants obtained from an interspecific cross [(E. dunnii x E. grandis 2) x (E. urophylla x E. globulus)] were assessed for resistance and genotyped with a set of microsatellites scanning all linkage group 3. Although the segregation pattern for rust resistance in that specific cross corresponds to that expect to a dominant monogenic trait, the resistance was treated as a quantitative trait and QTL analysis were performed to estimate the position and the effect of the locus involved in resistance expression. For QTL mapping in the integrated map an interval mapping strategy developed by Fulker & Cardon was used, and for QTL mapping in the pseudo-testcross maps an interval mapping strategy developed by Lander & Botstein was used. With these analysis it was detected a major effect QTL for rust resistance in linkage group 3. This QTL was detected with high confidence by the methodology of Fulker & Cardon in the region between markers Embra286 and Embra122 and by the strategy of Lander & Botstein in the region between markers Embra350 and Embra239. The estimates are that these QTLs explains near 71 and 42% of the phenotypic variation, respectively and since rust resistance inheritability in this cross was estimated in 84%, the detected QTLs should explain near 84% and 50% of rust resistance in this family, respectively. Hence these QTLs were detected in a same region of linkage group 3, they must correspond to the same locus. Aiming to obtain the exact position of the resistance locus on the integrated map previously constructed for (DxG2)x(UxGL) family, the resistance data was analyzed with an algorithm implemented in the GQMOL software. With this analysis it was possible to locate the resistance locus in the region between markers Embra286 and Embra239 in a genetic window of 14,61cM also confirming the hypothesis that both parents are heterozygotes for the resistance locus. The flanking markers of this gene/QTL could be used in introgression experiments with an expected efficiency near 99% for selecting resistant plants, assuming no recombination interference in the target genomic area.