Conquistas socioculturais dos povos indígenas brasileiros: uma luta histórica

In Brazilian society, Indians are getting historically stronger principally since constitutional achievements in 1988. These conquests came from Indigenous peoples struggle and the strength of organizations towards the permanence of Indigenous values and cultural traditions. However, it is still not...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2013
Main Author: Santos, Adreana Peruzzo dos
Orientador/a: Kauss, Vera Lúcia Teixeira
Banca: Meihy, José Carlos Sebe Bom, Carreira, Shirley de Souza Gomes, Camenietzki, Elonora Ziller
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade do Grande Rio
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras e Ciências Humanas
Department: Unigranrio::Letras e Ciências Humanas
Assuntos em Português:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://localhost:8080/tede/handle/tede/233
Citação:Santos, Adreana Peruzzo dos. Conquistas socioculturais dos povos indígenas brasileiros: uma luta histórica. 2013. 101 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Letras e Ciências Humanas) - Universidade do Grande Rio, Duque de Caxias.
Resumo Português:Na sociedade brasileira, os indígenas vêm, historicamente, fortalecendo-se, principalmente a partir das conquistas constitucionais de 1988. Elas são provenientes da luta dos povos indígenas e da força das organizações em prol da continuidade dos valores e das tradições culturais dos indígenas. No entanto, percebe-se que, ainda hoje, a maioria da população brasileira, em especial os educadores, possui uma visão estereotipada do indígena, como exótico e selvagem, imagem construída pelos colonizadores europeus desde o início da colonização brasileira. Almejando romper com essa concepção estereotipada, o indígena, neste trabalho, é concebido como um cidadão que conquistou o direito de manter seus próprios modos de vida, suas culturas e seus valores. Tendo em vista tal cenário, o presente trabalho objetiva discutir a conquista da autonomia sociocultural dos povos indígenas na sociedade dos não indígenas, especificamente a partir da inserção da educação escolar indígena no sistema nacional de educação e da difusão das culturas autóctones por meio, entre outros, da literatura escrita dos povos indígenas. As bases bibliográficas deste trabalho encontram respaldo em documentos oficiais da esfera federal sobre o indígena e nos estudos: sobre políticas indigenistas brasileiras apresentados por Gomes (2012), Munduruku (2012), Freire (2006) e Luciano (2006); sobre educação indígena e educação escolar indígena foram destacados Kaingang (2004), Munduruku (2010) e Yamã (2007); e sobre a representação literária do indígena optamos por textos de Alencar (1991), Andrade (1978), Gonçalves (1997), Moura (1986), Tabajara (1986), Tiago (1986) e Graúna (1986).
Resumo inglês:In Brazilian society, Indians are getting historically stronger principally since constitutional achievements in 1988. These conquests came from Indigenous peoples struggle and the strength of organizations towards the permanence of Indigenous values and cultural traditions. However, it is still noticed that most Brazilian people, especially the educators, have a stereotyped view about Indians, considering them exotic and savage and this was perpetuated by European colonizers since the very beginning of Brazilian colonization. In order to break with this stereotyped conception, the Indian on this paper is conceived as a citizen that conquered the right to spread his proper way of life, cultures and values. Due to this scenario, this paper aims to discuss the conquest of Indigenous peoples’ social and cultural autonomy in non-indigenous societies, specifically from the insertion of Indigenous schooling in the national education system and propagation of Indigenous cultures through Indigenous people written literature. The bibliographic basis behind this work are supported by official documents from Federal level about indigenous and studies: on Indigenist and Indigenous policies presented by Gomes (2012), Munduruku (2012), Freire (2006) and Luciano (2006); on Indigenous education and schooling emphasized by Kaingang (2004), Munduruku (2010) and Yamã (2007); and on Indigenous literary representation shown by Alencar (1991), Andrade (1978) Gonçalves (1997), Moura (2009), Tabajara (2009), Tiago (2009) and Graúna (2009).