Efeito das nanopartículas contendo itraconazol e recobertas com manose sobre leishmaniose visceral estudo in vitro

Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal, 2016.

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2016
Main Author: Biswaro, Lubhandwa Sebastian
Orientador/a: Azevedo, Ricardo Bentes de
Format: Tese
Language:por
Online Access:http://repositorio.unb.br/handle/10482/20164
http://dx.doi.org/10.26512/2016.02.T.20164
Citação:BISWARO, Lubhandwa Sebastian. Efeito das nanopartículas contendo itraconazol e recobertas com manose sobre leishmaniose visceral estudo in vitro. 2016. xv, 74 f., il. Tese (Doutorado em Biologia Animal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.
Resumo inglês:A leishmaniose é uma doença negligenciada causada por um protozoário leishmania e é transmitida por flebotomíneos. Está doença acomete mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo. Os medicamentos de primeira linha utilizados para tratar esta doença foram os antimoniais, os quais possuem resistência e apresentam efeitos colaterais severos. O Itraconazol é um antimicótico que também é usado no tratamento de leishmaniose. No presente estudo, o Itraconazol foi encapsulado em nanopartículas utilizando o co-polímero láctico co-ácido glicólico (PLGA) e recobertas com manose. Estas nanopartículas foram caracterizadas e testadas em ensaios de citotoxicidade e atividade anti-leishmania. As nanopartículas de PLGA vazias apresentaram um diâmetro hidrodinâmico médio de 220 nm ± 27 e um potencial zeta de -1,1 mV ± 0,7, enquanto nanopartículas de PLGA com itraconazol recobertas com manose (PLGA ITZ manose) apresentaram 263 nm ± 12,6 e -1,9 mV ± 0,5. Por meio do ensaio de MTT, a citotoxicidade das nanopartículas vazias foi de 13,7% e 12,6% para as células THP-1 e J774, respectivamente, enquanto PLGA ITZ manose foram de 1% e 20,7% para as células THP-1 e J774, respectivamente. A análise da atividade anti-leishmaniose foi avaliada pela redução do número de células que continham mais de 20 amastigotas intracelulares e observou-se que PLGA ITZ manose a 0,1 mM e de PLGA ITZ a 0,2 mM reduziram o percentual de amastigotas intracelulares de 34,6% para 13,7 % ± 2,8 e 5,7 % ± 2,1 (p<0,05), respectivamente, para L (V.) panamensis. Já para L (L.) infantum, a atividade leishmanicida de PLGA ITZ manose e nanopartículas de PLGA ITZ conseguiu reduzir os amastigotas de 16,7% para 4,8% ± 2,8 e 8,3% ± 0,3, respectivamente. Para L (L.) braziliensis, a atividade leishmanicida de PLGA e PLGA ITZ manose houve uma redução dos amastigotas com diferença estatistíca significativa (p <0,05) de 68,6% para 28 ± 2,4% e 21,1% ± 4,6, respectivamente. As três cepas testadas responderam de forma diferente para as nanoformualções de PLGA contendo itraconazol com ou sem manose. As nanopartículas de PLGA carregadas com itraconazol revestidas com manose conseguiu reduzir mais amastigotas de L (L.) infantum, enquanto que nanopartículas de PLGA com itraconazol sem manose conseguiu reduzir mais amastigotas intracelulares de L (V.) Panamensis e L. (L.) braziliensis. O fato das nanopartículas de PLGA contendo itraconazol revestidas com manose terem apresentado uma maior eficácia na redução das formas amastigotas de L (L.) infantum, foi possivelmente devido à adição de manose a nanoformulação. Como recomendação sugere-se que sejam realizados estudos in vivo das nanopartículas de itraconazol revestidas com manose para investigar e/ou confirmar o potencial dessas nanopartículas.