Avaliação de IgG4 em pacientes com doença inflamatória intestinal e insuficiência pancreática exócrina

Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, 2013.

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2013
Main Author: Faria, Ricardo Jacarandá de
Orientador/a: Santos Neto, Leopoldo Luiz dos
Format: Dissertação
Language:por
Online Access:http://repositorio.unb.br/handle/10482/14997
Citação:FARIA, Ricardo Jacarandá de. Avaliação de IgG4 em pacientes com doença inflamatória intestinal e insuficiência pancreática exócrina. 2013. 99 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.
Resumo inglês:A insuficiência exócrina pancreática, bem como alterações ductulares no pâncreas e manifestações clínicas, como a pancreatite, em pacientes com doença inflamatória intestinal, têm prevalência aumentada, variando de 20 a 50%, em relação à insuficiência exócrina, para 1 a 2%, em episódios de pancreatite aguda. A causa para o acometimento do pâncreas em pacientes com Doença inflamatória intestinal é multifatorial. Neste estudo tentamos correlacionar esta associação com a doença associada à IgG4. Para tanto, em uma população de pacientes com retocolite ulcerativa e doença de Crohn, procedemos à investigação dos níveis de elastase pancreática fecal, marcador de insuficiência exócrina do pâncreas, e dosagens séricas de IgG4 e marcação teciduais de plasmócitos IgG4 +. De uma amostra inicial de 80 pacientes, selecionada em 2 centros de referência para tratamento de doença inflamatória intestinal em Brasília-DF, obtivemos um grupo de de 56 pacientes para avaliação sérica e 26 pacientes para avaliação histológica, entre janeiro de 2010 e julho de 2012. A elastase pancreática fecal esteve reduzida em 17,8% da amostra, porém não houve relação com a elevação sérica e tecidual da IgG4. O achado de plasmócitos IgG4 + tecidual não demonstrou relações significativas com insuficiência pancreática exócrina ou atividade da doença inflamatória intestinal. A IgG4 sérica, no entanto, estava aumentada em 10 dos 56 pacientes 17,8% da amostra e esteve relacionada ao diagnóstico de retocolite ulcerativa (p=0,0006). A insuficiência exócrina pancreática na DII apresentou prevalência comparável aos resultados relatados na literatura. Contudo, não houve correlação com a elevação da IgG4 sérica ou plasmócitos IgG4+ tissular. O nosso resultado sugere um potencial uso da detecção de IgG4 como um biomarcador diagnóstico da retocolite ulcerativa. _______________________________________________________________________________________ ABSTRACT
Pancreatic exocrine insufficiency, ductal changes in the pancreas, and clinical manifestations such as pancreatitis in patients with inflammatory bowel disease (IBD), have increased in prevalence, ranging from 20%–50% in cases of exocrine insufficiency, to 1%–2% in episodes of acute pancreatitis. There are numerous causes for the involvement of the pancreas in patients with IBD. In this study we attempted to correlate this association with IBD and IgG4 levels. Hence, we assessed the levels of fecal pancreatic elastase, which is a marker of exocrine pancreatic insufficiency, and serum levels of IgG4 and tissue coloration of IgG4+ plasma cells in a population of patients with ulcerative colitis and Crohn's disease. From an initial sample of 80 patients, selected in 2 referral centers for the treatment of IBD in Brasilia-DF, we recruited a group of 56 patients for serum assessment and 26 patients for histological evaluation between January 2010 and July 2012. Fecal pancreatic elastase was reduced in 17.8% of the samples, but there was no relationship between elevated serum and tissue levels of IgG4. The finding of tissue IgG4+ plasma cells showed no significant relationships with exocrine pancreatic insufficiency or activity of IBD. Serum IgG4, however, was increased in 10 of 56 patients (17.8%) and was associated with the diagnosis of ulcerative colitis (p = 0.0006). We found a prevalence of exocrine pancreatic insufficiency in IBD similar to other published results. However, there was no correlation with elevated serum IgG4 or tissue IgG4 + plasma cells. Our results suggest a potential use of IgG4 as a diagnostic biomarker of ulcerative colitis.