Resistência Guarani e Kaiowá e a integração Latino-Americana: reflexões desde A ATY GUASU

Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina, lotado no Instituto latino americano de economia, sociedade e política, para obtenção do título de Mestre em Integração Contemporânea da América Latina. Área de concentração: Integração, C...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2016
Main Author: Maso, Tchenna Fernandes
Orientador/a: Friggeri, Félix Pablo
Format: Dissertação
Language:por
Assuntos em Portugês:
Online Access:http://dspace.unila.edu.br/123456789/713
Citação:MASO, Tchenna Fernandes. Resistência Guarani e Kaiowá e a integração Latino-Americana: reflexões desde A ATY GUASU. 2016. 188 p. Dissertação de mestrado (Pós-graduação em Integração Contemporânea da América Latina) - Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Foz do Iguaçu, PR, 2016.
Resumo Português:Na América Latina observamos a emergência nos anos 80 do movimento indígena como um ator central no questionamento das políticas neoliberais, propondo rupturas profundas com as noções modernas de Estado-Nação, eurocentrismo, modo de exploração e dominação capitalista, e raça. Propondo um giro descolonial a dinâmica de reprodução do padrão de poder global, a partir de seu modo de produção da vida, a começar da afirmação do seu ser “Outro”. Nesse sentido, partimos da dinâmica de resistência Guarani e Kaiowá, sobretudo, a construção da Aty Guassu (Grande Assembleia) como movimento social articulado na dialética crítica/proposição para repensarmos os valores e fundamentos da integração latino-americana. Com isso, propomos uma integração contrahegemonica, anticapitalista, centrada na construção da soberania popular, e, portanto, das dinâmicas de lutas por emancipação e resistência dos povos latino-americanos. Esse processo foge a dinâmica de pensar a integração enquanto mecanismos de desenvolvimento regional, através de um questionamento profundo do papel do Estado por intermédio das categorias indígenas. Por fim, busca também contribuir com a construção da unidade da esquerda, através da compreensão do sujeito revolucionário indígena, e da necessária aliança política entre indígenas, camponeses, operariados, para superação do Estado capitalista e das relações opressoras de classe, raça e gênero, como uma unidade para a libertação latino-americana.