Entre o corpo cotidiano e o corpo cênico: uma perspectiva pós-colonial

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestra em Estudos Latino-Americanos. Orientador: Prof.a Dr.a Barbara Maisonnave Arisi e Co-orienta...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2017
Main Author: Simão, Marina Fazzio
Orientador/a: Arisi, Bárbara Maisonnave, Sampaio, Juliano Casimiro de Camargo
Format: Dissertação
Language:por
Assuntos em Português:
Online Access:http://dspace.unila.edu.br/123456789/2737
Citação:SIMÃO, Marina Fazzio. Entre o corpo cotidiano e o corpo cênico: uma perspectiva pós-colonial. 2017. p. 134. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos. Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Foz do Iguaçu, 2017
Resumo Português:Esta pesquisa se desenvolve por meio do diálogo entre as artes cênicas, antropologia e filosofia e pretende responder à questão: o processo artístico pode ser entendido como meio de descolonização ou descolonialidade do corpo cotidiano? O debate proposto aborda os estados de corpo cotidiano e de corpo cênico. Os aspectos ligados ao corpo e suas convenções são pensados a partir das perspectivas de Greiner e Katz (2005) e Foucalt (1987). Procuro mostrar como podemos compreender o corpo como um corpo colonizado, em diálogo com a produção dos autores pós-coloniais Mignolo (2005) e Quijano (2005) e seus respectivos conceitos de descolonialidade e descolonização. Realizo uma aproximação desses conceitos com as teorias das artes cênicas com foco no corpo cênico. A discussão proposta se dá entre as teorias pós-coloniais e as do teatro de Barba (2012) e de Casimiro (2011) em relação ao corpo em estado de representação. Deste modo, busco compreender como os processos conduzidos pelos diretores citados podem (ou não) auxiliar na percepção de um corpo colonizado e descobrir se seus processos levam (ou não) à descolonização ou descolonialidade dos corpos cotidianos. Partindo da minha experiência como docente em teatro, reflito sobre os conceitos propostos por esses autores póscoloniais na prática artistico-pedagógica, a fim de pensar sobre minha prática como uma abordagem (des)colonial/colonizadora e sobre a possibilidade de um corpo mais consciente de seus automatismos.