Características qualitativas da carne de cordeiros alimentados com coprodutos do biodiesel e do amendoim

Com objetivo de avaliar a qualidade da carne de cordeiros alimentados com coprodutos do biodiesel e do amendoim, 40 cordeiros Ile de France (17,15 ± 1,56 kg de peso corporal) foram alimentados com 40% de silagem de milho e 60% dos concentrados: padrão (C), com 20% de farelo de amendoim (FA), com 25%...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2017
Main Author: Valença, Roberta de Lima [UNESP]
Orientador/a: Silva Sobrinho, Américo Garcia da [UNESP]
Format: Tese
Language:por
Published: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Assuntos em Português:
Online Access:http://hdl.handle.net/11449/150894
Resumo Português:Com objetivo de avaliar a qualidade da carne de cordeiros alimentados com coprodutos do biodiesel e do amendoim, 40 cordeiros Ile de France (17,15 ± 1,56 kg de peso corporal) foram alimentados com 40% de silagem de milho e 60% dos concentrados: padrão (C), com 20% de farelo de amendoim (FA), com 25% de glicerina (G) e com 10% de farelo de amendoim e 12,5% de glicerina (FAG) baseado na matéria seca. O músculo semimembranosus foi avaliado fresco e maturado, e o músculo longissimus lumborum fresco. Adotou-se delineamento inteiramente casualizado; para o músculo semimembranosus esquema fatorial 4 x 2, utilizou-se o teste de Tukey a 5%. Os cordeiros foram e abatidos aos 32 kg. As dietas e a maturação não favoreceram o desenvolvimento de microrganismos na carne. A carne fresca dos animais alimentados com a dieta G foi mais clara (P<0,05) e com a dieta FAG mais escura (luminosidade de 38,45 e 39,40 respectivamente). A maturação elevou (P<0,05) a intensidade de vermelho (15,12 para 15,93), intensidade de amarelo (2,48 para 3,42) e perda de peso a cocção (23,84 para 32,59%). Reduziu (P<0,05) o pH (5,66 para 5,45) e força de cisalhamento (22,60 para 16,95 N). No músculo longissimus lumborum só o perfil de ácidos graxos foi influenciado (P<0,05) pelas dietas. As carnes dos animais alimentados com as dietas G e FAG tiveram maiores concentrações (P<0,05) de ácidos graxos insaturados (48,50 e 46,99 %), maiores relações ácidos graxos monoinsaturados:saturados (1,04 a 1,02), maiores concentrações dos ácidos graxos hipocolesterolêmico (47,66 e 48,48 %) e menores (P=0,05) relações n-6:n-3 (13,56 e 11,93). Os coprodutos do biodiesel e do amendoim podem ser utilizados como fontes alternativas de energia e proteína na dieta de cordeiros, pois melhoram o perfil lipídico da carne ovina, sem alterar as demais características físico-químicas e sensoriais, resultando em produto mais saudável para atender aos anseios dos consumidores.
Resumo inglês:With the objective to evaluate the meat quality of lambs fed with by-products of biodiesel and of peanut, 40 Ile de France lambs (17.15±1.56 kg body weight) were fed with 40% of corn silage and 60% of concentrates: standard (C), with 20% peanut meal (PM), with 25% glycerin (G) and with 10% peanut meal and 12.5% glycerin (PMG) based In dry matter. The semimembranosus muscle was evaluated fresh and aged, and the longissimus lumborum muscle fresh. A completely randomized design was adopted; for the semimembranosus muscle factorial scheme 4 x 2, the Tukey test was used at 5%. The lambs were slaughtered at 32 kg. The fresh meat from animals fed G was lighter (color) compared with the meat from those consuming PMG, which was darker (lightness of 38.45 and 39.40, respectively). Aging increased red intensity (15.12 to 15.93), yellow intensity (2.48 to 3.42), and cooking loss (23.84 to 32.59%), while pH (5.66 to 5.45), and shear force (22.60 to 16.95 N) were reduced. In the longissimus lumborum muscle only the fatty acid profile was influenced (P<0.05) by the diets. The meat of the animals fed the G and PMG diets had higher concentrations (P<0.05) of unsaturated fatty acids (48.50 and 46.99%), higher monounsaturated:saturated fatty acids (1.04 to 1.02), higher concentrations of hypocholesterolemic fatty acids (47.66 and 48.48%) and lower (P=0.05) n-6:n-3 (13.56 and 11.93) ratios. Biodiesel and peanut byproducts can be used as alternative sources of energy and protein in the diet of lambs, as they improve the lipid profile of sheep meat, without altering the other physical-chemical and sensorial characteristics, resulting in a healthier product to meet the consumer yearnings.