A noção de brasilidade no jornalismo Anglo-Saxão: uma análise do discurso de jornais norte-americanos e ingleses no período da Copa do Mundo FIFA 2014

O presente estudo tem o objetivo de compreender a maneira com que quatro dos principais veículos do jornalismo anglo - saxão retrataram o Brasil e os brasileiros duran te a Copa do Mundo FIFA 2014. Interessa perceber como as noções de brasilidade são descritas pela imprensa estrangeira – especificam...

Nível de Acesso:openAccess
Data de Defesa:2017
Autor/a: Cortez, Gabriel de Lima Alves [UNESP]
Orientador/a: Marques, José Carlos [UNESP]
Tipo Documento: Dissertação
Idioma:por
Instituição de Defesa: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Assuntos em Portugês:
Download Texto Completo:http://hdl.handle.net/11449/152151
Resumo Português:O presente estudo tem o objetivo de compreender a maneira com que quatro dos principais veículos do jornalismo anglo - saxão retrataram o Brasil e os brasileiros duran te a Copa do Mundo FIFA 2014. Interessa perceber como as noções de brasilidade são descritas pela imprensa estrangeira – especificamente, por veículos de comunicação dos Estados Un idos e da Inglaterra. Ambas as nações aparecem com frequência no discurso dos brasileiros em relaçã o às ideias de cultura, de organização e de civilização (em um sentido positivista dos te rmos); além disso, constituem - se como duas de nossas fontes de alteridade mais proclamadas (como indica Renato Ortiz). Mas, afinal, o que definiria o Brasil como “naçã o” e o que nos diferencia ria de outros povos? Existiria, de fato, um “caráter” nacional? Pontualme nte, seríamos vistos como “o” “P aís do futebol” aos olhos da imprensa estrangeira? É o que se busca compreender neste estudo , a partir da análise dos textos do corpus e d a leitura de autores da historiografia nacional e da Comunicação Esportiva que, via futebol, procuram um entendimento do que é o simbólico “ser” brasileiro. A fundamentação teórica, a discussão dos resultados e as considerações se baseiam em fundamentos da Análise do Discurso Francesa, na noção de interculturalidade e nos Estudos Culturais. Sob este referencial, prosse gui mos uma Análise do Discurso dos jornais The New York Times, The Wall Street Journal, The Times e The Guardian , em textos sobre o Mundial - 2014, a fim de identificar se as noçõe s de brasilidade comparecem ness es periódicos de maneira essencialista ou de maneira plural .
Resumo inglês:CORTEZ, Gabriel de Lima Alves. The brazilianness notion in the Anglo - Saxon journalism : a discourse analysis of US and English newspapers in the period of FIFA 2014 World Cup. 2017. 201 p . Disserta tion (M aster ’ s Program in Communication ) – São Paulo State University , UNESP, Bauru, 2017. ABSTRACT This study aims to understand the way that in which four of the main vehicles of Anglo - Saxon journalism portrayed Brazil and the Brazilians during the 2014 Football World Cup. Our interest here is to verify how the B razilianness notions are described by the foreign press – specifically, by media of U nited S tates and England. Both coutnries appear frequently in Brazilians ’ discourses about “ cu lture ” , organization and civilization (in a positivist sense of these terms); more than that, they are two of our more proclaimed sources of otherness by common sense and even by the academy (as shown Renato Ortiz). However , ultimately, what defines Brazil as a "nation" and what differentiates us from other people? In fact, does really exists a “national” character ? And , beyond that, how some of the most important US and English media discourses operate these representations? How the foreign journalistic di scourses contribute to the construction of a "B razilianness"? That is what we will seek to understand with this research. The theoretical foundation, the results and the final considerations is based on concepts of French Discourse Analysis and on Cultural Studies. The c ollection of material was done in reports published before, during and after the World Cup - 2014 in digital versions of The New York Times, The Wall Street Journal, The Times and The Guardian .