Representações sociais e extrema pobreza : travessias de (r)existência

Este trabalho propôs realizar um estudo sobre as representações sociais de sujeitos categorizados pelo governo como extremamente pobres enfatizando o que estes nos apresentaram acerca de suas vivências enquanto empobrecidos. A pesquisa qualitativa caminhou no sentido de investigar o que os interlocu...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2016
Main Author: Neri, Bruna Clézia Madeira
Orientador/a: Guareschi, Pedrinho Arcides
Format: Dissertação
Language:por
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://hdl.handle.net/10183/148944
Resumo Português:Este trabalho propôs realizar um estudo sobre as representações sociais de sujeitos categorizados pelo governo como extremamente pobres enfatizando o que estes nos apresentaram acerca de suas vivências enquanto empobrecidos. A pesquisa qualitativa caminhou no sentido de investigar o que os interlocutores entendiam por pobreza, ser/estar pobre, bem como compreender quais tipos de dificuldades estes sujeitos enfrentam em seu cotidiano. Também buscamos estabelecer um comparativo entre o que o atual governo brasileiro identifica como uma situação de extrema pobreza e como os sujeitos empobrecidos, público-alvo das políticas públicas sociais de combate à miséria, descrevem a situação na qual vivem. Investigamos o que estas políticas propõem, de que forma são implementadas e quais os critérios utilizados para estabelecer categorizações sobre o universo da extrema pobreza. Através de entrevistas semiestruturadas, capturamos fragmentos de narrativas de vida dos interlocutores e, com aporte teórico-metodológico da Teoria das Representações Sociais, bem como de autores que discutem a problematização do conceito de pobreza, construímos uma análise das falas, elencando oito dimensões de sentido estruturadas a partir do que os entrevistados apontaram em suas falas ao relatarem as durezas de seus cotidianos.
Resumo inglês:This work proposed to conduct a study of the social representations of subjects who were categorized by the government as extremely poor; emphasizing what the interviewees presented us regarding their life experiences as impoverished people. The qualitative research was developed aiming to investigate what the interlocutors understood by poverty, be/being poor, as well as understanding of what types of difficulties these subjects face in their daily lives. We have also sought to establish a comparative between what the present government identifies as an extreme poverty situation and as the impoverished subjects, target group of the social public policies to fight poverty, describe their current life situation. We have investigated, as well, concerning what such policies propose, how they are implemented, and which criteria are employed to establish categorizations regarding the extreme poverty universe. Through semi structured interviews, we were able to capture interlocutors’ fragments of life narratives, and, with the theoretical-methodological support from the Social Representations Theory, as well as from authors who discuss the conundrum of the poverty concept, we have analyzed the speeches, and listed eight dimensions of meaning that were structured from what the participants showcased in their discourse when reporting their daily hardships.