Of?cio das Paneleiras de Goiabeiras (Vit?ria-ES) : pr?ticas de uma atividade artes? entre os interst?cios da(s) mem?ria(s) e pr?ticas coletivas, dispositivos patrimoniais e ecossistemas

Esta tese trata da possibilidade de inteligibilidade da narrativa cultural das paneleiras e seus parceiros, intercambiada entre os lugares de gest?o do Of?cio das Paneleiras de Goiabeiras. O saber-fazer panela de barro tradicional institucionalizou-se como of?cio ao ser identificado, registrado e ou...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2019
Main Author: Silva, Adimilson Renato da
Orientador/a: Lopes, Jos? Rog?rio
Format: Tese
Language:por
Published: Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Programa: Programa de P?s-Gradua??o em Ci?ncias Sociais
Department: Escola de Humanidades
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Áreas de Conhecimento:
Online Access:http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/8709
Resumo Português:Esta tese trata da possibilidade de inteligibilidade da narrativa cultural das paneleiras e seus parceiros, intercambiada entre os lugares de gest?o do Of?cio das Paneleiras de Goiabeiras. O saber-fazer panela de barro tradicional institucionalizou-se como of?cio ao ser identificado, registrado e outorgado como o primeiro bem cultural de natureza imaterial registrado no Livro Saberes do Iphan. Da perspectiva do engajamento dos atores-artes?os na atividade paneleira, estas mulheres e homens realizam a confec??o e a comercializa??o das panelas de barro. Neste movimento na lida com a argila, no galp?o sede da associa??o e nas casas, no contato com o mangue e o bairro de Goiabeiras (Vit?ria-ES), as paneleiras est?o imersas nas tens?es e assimila??es de constru??es identit?rias pelas quais recriam rela??es familiares, de parentesco e vizinhan?a. Com inten??o de pesquisarmos a abertura desta coletividade de artes?os e artes?s frente as suas parcerias institucionais, comunit?rias, individuais e coletivas, formulou-se a seguinte quest?o: Quais os lugares da gest?o do Of?cio das Paneleiras de Goiabeiras e suas intera??es ao longo da rela??o cultura-ambiente para tornar intelig?vel o saber-fazer das paneleiras e de seus parceiros, implicado e articulado a atividade de produ??o, circula??o e comercializa??o das panelas de barro pretas? Para situar esse estudo do ponto de vista te?rico, percorremos considera??es acerca de tr?s eixos estruturantes do arcabou?o investigativo pretendido para essa pesquisa: Narrativa cultural e suas dimens?es patrimoniais; Percep??o do ?ser-no-mundo? entre o ?mundo dos bens?; Comunidades de pr?ticas e lugares de gest?o de si e da coletividade. Do ponto de vista metodol?gico, persistimos na elabora??o de etnografias dos sentidos e valores latentes, emergentes e manifestos a partir das l?gicas de permuta dos lugares de gest?o do Of?cio das Paneleiras. O que exigiu delimitar as ?reas de aproxima??o, problematiza??o e assimila??o e/ou resist?ncia das ?reservas? e ?princ?pios de sentidos?, ressignificando ou tornando dur?veis os regimes de valor perspectivados nos artefatos (artesanato), nas condutas e no ambiente da atividade paneleira. A no??o de contexto ambiental entendida como ?mbito de criatividade e interpela??o da vida diversifica os registros de obriga??es e as margens de atua??o existentes na comunidade tradicional situada em Goiabeiras Velha. A participa??o leg?tima nesta inst?ncia do saber-fazer panela de barro ? observada ao passo que se emaranham sentidos e valores no tempo de ?matura??o? das compet?ncias gerativas em est?gio de desenvolvimento. Para tanto, mesmo sendo uma discuss?o aparentemente conflitiva tratar as paneleiras como ?coletividade?, reconhecemos essa dimens?o do coletivo de artes?os como potencialidade que interage e sofre rela??es de atores humanos e n?o humanos. A abordagem da epistemologia compreensiva perseguida neste trabalho viabilizou problematizar as possibilidades e limites das l?gicas de permuta ambivalentes para a contra??o ou amplitude da inteligibilidade da narrativa cultural entendida como Of?cio das Paneleiras de Goiabeiras.
Resumo inglês:This thesis deals with the possibility of intelligibility of the cultural narrative of the paneleiras and their partners interchanged between the places of management of Of?cio das Paneleiras de Goiabeiras. This form of institutional know-how traditional clay pot was institutionalized as an office when identified, registered and granted as the first cultural good of an intangible nature registered in the Book Saberes do Iphan. From the perspective of the engagement of the craftsman and artisan actors in the paneleira activity, these women and men realize the making and the commercialization of clay pots. In this movement it deals with clay, the headquarters of the association and in the, in contact with the mangrove and the neighborhood of Goiabeiras (Vit?ria-ES), the paneleiras are immersed in the tensions and assimilations of identity constructions by which they recreate family relations, of kinship and neighborhood. With the intention of researching the opening of this collective of craftsmen and artisans in front of their institutional, community, individual and collective partnerships the following question was asked: What are the places for the management of Of?cio das Paneleiras de Goiabeiras and their interactions along the culture-environment relationship to make intelligible the know-how of the paneleiras and their partners, involved and articulated in the production, circulation and commercialization of black clay pots? To situate this study from the theoretical point of view, we go through considerations about three structuring axes of the research framework intended for this research: Cultural narrative and its patrimonial dimensions; Perception of the "being-in-the-world" between the "world of consumer goods"; Communities of practices and places of management of self and of the collectivity. From the methodological point of view, we persist in the elaboration of ethnographies of the senses and latent, emerging and manifest values from the logics of exchange of the places of management of Of?cio das Paneleiras. This demanded to delimit the areas of approach, problematization and assimilation and / or resistance of the "reservations" and "principles of meaning", re-signifying or making durable the value regimes envisaged in artifacts (crafts), in the conducts and in the environment of the paneleira activity. The notion of environmental context understood as the scope of creativity and interpellation of life diversifies the records of obligations and margins of action existing in the traditional community located in Goiabeiras Velha. Legitimate participation in this instance of clay pot know-how is observed while senses and values are tangled in the time of "maturation" of generative skills at the stage of development. To this end, even though it is a seemingly conflictive discussion to treat peasants as a "collectivity", we recognize this dimension of the artisan collective as a potential that interacts and suffers relations of human and nonhuman actors. The approach of the comprehensive epistemology pursued in this work made it possible to problematize the possibilities and limits of the logics of ambivalent exchange for the contraction or amplitude of the intelligibility of the cultural narrative understood as Of?cio das Paneleiras de Goiabeiras.