X Bienal de São Paulo: sob os efeitos da contestação

Essa dissertação discute a X Bienal de São Paulo, de 1969, buscando investigá-la dentro de uma conjuntura sociopolítica e cultural marcada pelas arbitrariedades de um regime ditatorial, pelas manifestações coletivas contrárias às injustiças, e pela tomada de uma consciência social por artistas e crí...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2011
Main Author: Caroline Saut Schroeder
Orientador/a: Dária Gorete Jaremtchuk
Banca: Celso Fernando Favaretto, Sonia Salzstein Goldberg
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade de São Paulo
Programa: Artes Visuais
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27160/tde-26112011-133939/
Resumo Português:Essa dissertação discute a X Bienal de São Paulo, de 1969, buscando investigá-la dentro de uma conjuntura sociopolítica e cultural marcada pelas arbitrariedades de um regime ditatorial, pelas manifestações coletivas contrárias às injustiças, e pela tomada de uma consciência social por artistas e críticos de arte. O estudo procura, dessa forma, ampliar a discussão para além do boicote que atingiu a organização e realização da mostra. Por meio de uma extensa pesquisa dos documentos relativos ao assunto acumulados no Arquivo Histórico Wanda Svevo Fundação Bienal de São Paulo, foi possível juntar um material informativo que auxiliou na reconstrução dos fatos. Ao lado disso, para estabelecer uma análise crítica dos dados encontrados, recorreu-se aos relatos dos acontecimentos publicados na imprensa escrita da época e a uma bibliografia atualizada do campo da política, da sociologia, da história e da arte. A pesquisa apresenta os diversos ângulos de visão e atitude que permearam o boicote e a X Bienal inseridos no contexto efervescente do final da década de 1960. A mostra se concretizou marcada por contestações políticas e culturais e reverberou internamente os mesmo conflitos e contradições ideológicas do cenário macropolítico. Essa agitação teve como origem o impulso utópico por transformações radicais das estruturas conservadoras.
Resumo inglês:This essay examine the 10th São Paulo Biennial, from 1969, investigating it within a cultural and socio-political situation marked by arbitrariness of a dictatorship, the collective manifestations against injustices, and the social consciousness taking by artists and art critics. The study aims, therefore, broaden the discussion beyond the boycott that has reached the arrangements and the materialization of the show. By an extensive research of documents related to the subject accumulated at the Wanda Svevo Historical Archive - São Paulo Biennial Foundation, it was possible to collect a number of information that helped reconstructing the facts. Besides, to establish a critical analysis of the informational findings, it was restored the published press reports from that time and an updated bibliography of politics, sociology, history and art field. The research presents the different angles of vision and attitude that permeated the boycott and the 10th Biennial seething within the context of the late 1960s. The show was achieved marked by political and cultural challenges and reverberated inside the same conflicts and ideological contradictions of the macro-political scenario. This agitation had its origins in the utopian impulse looking for transformations of the conservative structures.