Cartografias políticas de uma ocupação - cotidiano, território e conflito

Esta pesquisa busca analisar as ocupações de imóveis no centro de São Paulo, tomando como campo empírico para investigação a ocupação Mauá, localizada na rua de mesmo nome, em frente à Estação da Luz, na região da Luz. A pesquisa pretendeu compreender as ocupações a partir de dimensões urbanas e pol...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2018
Main Author: Renato Abramowicz Santos
Orientador/a: Vera da Silva Telles
Banca: Patricia Birman, Bianca Stella Pinheiro de Freire Medeiros, Taniele Cristina Rui
Format: Dissertação
Language:por
Published: Universidade de São Paulo
Programa: Sociologia
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-23072018-175417/
Resumo Português:Esta pesquisa busca analisar as ocupações de imóveis no centro de São Paulo, tomando como campo empírico para investigação a ocupação Mauá, localizada na rua de mesmo nome, em frente à Estação da Luz, na região da Luz. A pesquisa pretendeu compreender as ocupações a partir de dimensões urbanas e políticas nelas envolvidas e por elas produzidas, em um plano de referência mais amplo no qual estão inseridas: a cidade. Esta pesquisa pretende avançar essa investigação encarando a ocupação não apenas como cenário dos acontecimentos, mas como espaço de integração e produção de relações, dinâmicas e arranjos, políticos e urbanos, ao redor do qual uma série de outros atores, coletivos e circuitos se atravessam, se sobrepõem e se transformam. A ocupação se integra e é afetada pela cidade, do mesmo modo que aquilo que se articula a partir dela também se projeta e se conecta com outras territorialidades, agentes e acontecimentos que constituem esse plano mais amplo e comum em que estão inseridos. Para dar conta de acompanhar e descrever essas escalas variadas de dimensões, realizou-se, nesta pesquisa, uma etnografia desenvolvida a partir da ocupação. As trajetórias sociais, mobilidades e percursos urbanos, circuitos de trabalho e sociabilidade construídos pelos ocupantes são também aspectos fundamentais na construção de cartografias urbanas e políticas que esta pesquisa buscou também reconstituir. A partir da ocupação, compreendida como ponto de onde partem e convergem diversas linhas que compõem uma trama de atores, percursos, eventos e práticas, em escalas variadas, buscou-se observar ainda as diferentes dinâmicas conflitivas que emergem desse campo gravitacional que ela representa, inserida, ela também, em uma região saturada de linhas de força e de conflito que é a da região da Luz.
Resumo inglês:This work aims at analyzing the process of building occupation in São Paulo, which was substantially expanded during the second half of 1990s. By analyzing « Ocupação Mauá», took as the field of this empirical research, this work aims at understanding the different urban e political dimensions of the squat buildings in São Paulo, which are related to the historical issue of popular housing policy in the city. The squat buildings by housing social movements follow this long lineage; however, there are new forms and dynamics of production of the urban space that need to be set out. On the one hand, this work takes the city as reference plane and as part of a bigger urban mesh, in relation to other events, movements and actors that dispute over other forms of ownership and management of the city, seen here as a conflict space. On the other hand, this research aims at understanding the dimension of the conflict in the production of urban spaces. The conflicted relations with the State and its operators mark the daily life of a squat building, its interactions and local agencies. By this occurs the creation of a gravitational field in which are added a big amount of different movements (political, juridical, cultural). Thus, the occupations not only are transformed into places of experimentation and creation, but also into places of dispute for the production of space. Center and connector of different subjects, movements and experience, an squat building is crossed by these lines and paths, transversally, in its territoriality. These fragments and clues will be gathered by an ethnographic research and the reconstitution of the occupants\' trajectory.