Processos não-declarativos em tomadas de decisão: modelos e experimentos

Contexto: Os estudos em tomadas de decisão vêm ganhando novo fôlego desde a introdução da neuroeconomia. Neste contexto, o entendimento dos processos não-declarativos exacerba a necessidade de novos desenvolvimentos teóricos e experimentais. Objetivos: Apresentar uma nova teoria em processos não-dec...

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2010
Main Author: Alvaro Machado Dias
Orientador/a: Luiz Roberto Giorgetti de Britto
Banca: Marcus Vinicius Chrysostomo Baldo, Paulo Sérgio Boggio, Geraldo Busatto Filho, Marcelo Fernandes da Costa
Format: Tese
Language:por
Published: Universidade de São Paulo
Programa: Neurociências e Comportamento
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47135/tde-27072010-081906/
Resumo Português:Contexto: Os estudos em tomadas de decisão vêm ganhando novo fôlego desde a introdução da neuroeconomia. Neste contexto, o entendimento dos processos não-declarativos exacerba a necessidade de novos desenvolvimentos teóricos e experimentais. Objetivos: Apresentar uma nova teoria em processos não-declarativos em tomadas de decisão e os resultados de quatro experimentos relacionados à mesma. Métodos: A teoria parte da identificação e modelagem dos processos psicológicos, cognitivos e neurobiológicos relacionados à maximização da utilidade quando os processos analíticos resultam em indecisão (incerteza pós-analítica), fenômeno o qual denominamos Intuição Derradeiramente Deliberativa (IDD). O primeiro experimento avalia respostas eletrofisiológicas (RGP) a três tipos de problemas decisionais, concebidos como conflitos; o segundo visa generalizar a principal conclusão do anterior. O terceiro avalia respostas eletrofisiológicas (RGP, EMG, EEG) a dois novos tipos de problema; enquanto o último apresenta a validação de duas escalas. Resultados: A nova teoria (IDD) supera limitações identificadas nas teorias atuais da intuição decisional. O primeiro experimento demonstra que quedas na valência de cenários futuros deixam as pessoas menos intuitivas. O segundo revela que este fenômeno reflete uma tendência espontânea à consonância cognitiva. O terceiro experimento sugere que decidir olhando para o passado (MTT retrospectiva) ou para o futuro (prospectiva) recruta níveis idênticos de ativação eletrofisiológica. As escalas validadas são: Preference for Intuition and Decision Making (Betsch, 2004) e Procrastination Scale (Frost e Shown, 1993)
Resumo inglês:Context: Studies on decision-making are gaining a new momentum since the introduction of neuroeconomy. In this context, the understanding of non-declarative processes reveals the necessity of new theoretical and experimental developments. Objectives: Introduce a new theory in non-declarative processes in decision-making and the results of four related experiments. Methods: The theory is based upon the identification and modeling of psychological, cognitive, and neurobiological processes supporting the maximization of utility, when analytical processes result in indecisiveness (post-analytical uncertainty), which we propose to call Deliberative Intuition (DI). The first experiment evaluates electrophysiological responses (GSR) to three types of decisional problems treated as conflicts; the second expands the main conclusions of the former. The third evaluates electrophysiological responses (GSR, EMG, EEG) to two new types of decisional problems; while the last validates two new scales. Results: The new theory (DI) overcomes limitations identified in the current theories of intuitive decision making. The first experiment shows that drops in overall valence of future scenarios make people less intuitive. The second concludes that this phenomenon may reflect a tendency toward cognitive consonance. The third experiment suggests that choices made while the subject is looking torward the past (retrospective MTT) or toward the future (prospective MTT) recruit similar electrophysiological activation. The validated scales are: Preference for Intuition and Decision-Making (Betsch, 2004) and Procrastination Scale (Frost & Shown, 1993)