Massa e humanização : de Canetti a Sloterdijk

Orientador: Jose Oscar de Almeida Marques

Nível de Acesso:openAccess
Publication Date:2009
Main Author: Martins, Lucas dos Reis
Orientador/a: Marques, José Oscar de Almeida, 1949-
Banca: Durmaier, Ana Thereza de Miranda Cordeiro, Santos, Laymert Garcia dos
Format: Dissertação
Language:por
Published: [s.n.]
Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Assuntos em Português:
Assuntos em Inglês:
Online Access:http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/278706
Citação:MARTINS, Lucas dos Reis. Massa e humanização: de Canetti a Sloterdijk. 2009. 114 p. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/278706>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Resumo Português:Resumo: O trabalho propõe-se a analisar o fenômeno das massas humanas e suas implicações culturais, sociais e políticas para o século XXI. Partindo da clássica obra Massa e Poder (1960), de Elias Canetti, o estudo prossegue com o exame de dois ensaios de Peter Sloterdijk, Regras para o Parque Humano (1999) e O Desprezo das Massas (2000), e procura esclarecer as transformações do conceito de massa entre esses dois autores, da massa negra e molar de Canetti à massa colorida e gasosa de Sloterdijk. Sem a pretensão de percorrer o conceito na história da filosofia política, pretende-se fazer notar como a reflexão sobre a natureza, as potencialidades e os riscos das multidões assume um papel cada vez mais importante no pensamento sobre a política e cultura contemporâneas. As catastróficas experiências das grandes guerras mundiais mostraram a urgência de uma análise séria dos comportamentos direcionados ou espontâneos de massa, principalmente para aqueles que desejam pensar sobre o que ainda podem significar, hoje, idéias como democracia ou humanidade. Se, como nota Sloterdijk, o humanismo não é mais capaz de domesticar o homem contemporâneo, bombardeado cada vez mais intensamente por mídias embrutecedoras, outras antropotécnicas - mais efetivas que o velho humanismo na sua forma de domesticar o homem - deverão substituí-lo em nome de um determinado projeto de humanidade. Massa e humanização apresentam-se hoje como tópicos estreitamente relacionados, e refletir sobre o que significa ser humano hoje e o que poderá significar amanhã exige uma maior compreensão dos fenômenos de massa no século que se inicia.
Resumo inglês:Abstract: This work proposes to examine the phenomenon of human masses and their cultural, social and political implications for the XXIth century. Taking as its point of depart Elias Canetti's classic essay Mass und Macht (1960), the study continues with an examination of two texts by Peter Sloterdijk, Regeln für den Menschenpark (1999) and Die Verachtung der Massen (2000), and seeks to clarify the transformations of the concept of mass between these two authors, from Canetti's black and molar mass to the gaseous and colorful mass of Sloterdijk. Without the pretension of examining the concept of mass through the whole history of political philosophy, its aim is to make clear how the reflection on the nature, the potential and risks of the masses has an increasingly important role in thinking about contemporary politics and culture. The disastrous experiences of the great world wars has shown the urgency of a serious analysis of the directed or spontaneous conduct of the masses, especially for those who want to think about what the ideas of democracy or humanity can still mean today. If, as Sloterdijk remarked, humanism is no longer capable of domesticating contemporary man, as he is increasingly bombed by brutal media, other antropotechniques - more effective than the old humanism to attain human domesticating - should replace it in the name of a particular project of humanity. Mass and humanization present themselves today as closely related topics, and to reflect about what it means to be human today and what could that mean tomorrow requires greater understanding of the phenomena of mass in the century that begins.