Mobilização identitária de estudantes de graduação pertencentesao universo LGBTQIA+ em contexto de aprendizagem
| Ano de defesa: | 2022 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens Brasil CEFET-MG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1459 |
Resumo: | Esta pesquisa narrativa experiencial, de abordagem qualitativa e orientação exploratória, realizada em formato metodológico de um estudo multicaso, buscou conhecer como os estudantes de um curso de Letras, que se identificam com o universo LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros, queers, intersexo, assexuais e mais), mobilizam, negociam, constroem e exercem suas identidades naquele contexto. O marco teórico do trabalho foi composto pelo conceito de identidade de Norton e Toohey (2011), por insumos da Teoria Queer, pelo entendimento de estereotipia conforme Lippmann (2010), de bullying, na perspectiva de Warwick, Chase e Aggleton (2004) e de homofobia, como proposto por Borrillo (2010). A geração dos dados foi feita por meio de gravações em áudio de três entrevistas semiestruturadas e uma narrativa com três participantes, fornecidas ao longo de dez meses. Da transcrição da primeira entrevista, foram extraídos os excertos que revelam as opiniões dos participantes sobre a sua identidade de gênero e orientação sexual. Esses excertos foram, então, incorporados ao capítulo de análise e discutidos à luz da teorização abraçada. O mesmo tratamento foi dado à segunda entrevista para apresentar e discutir a mobilização, a negociação e a construção identitária dos participantes no contexto do curso de Letras do CEFET-MG. Da transcrição da terceira entrevista, foram pinçados os relatos dos estudantes relativos ao material didático utilizado e ao discurso dos professores das Oficinas de Leitura e Produção de Textos em Língua Estrangeira I, II, III e IV, ministradas no 3º, 4º, 5º e 6º períodos do curso respectivamente. Por fim, da narrativa oral foram identificadas, quantificadas e discutidas todas as experiências de violência sofridas pelos participantes. Como resultados, verificamos que os participantes percebem o gênero como um construto social, determinado com base no sexo biológico. Sentem que a sexualidade e o gênero são assuntos tabu em nossa sociedade. Enxergam as religiões são como instâncias que concorrem para perpetuar o padrão hegemônico heteronormativo e, por isso, dificultam ou impedem as pessoas de mobilizarem suas identidades de gênero e sexualidades. Constatamos também que os participantes experimentaram preconceito, bullying e estereotipia no contexto escolar e fora dele. A violência sofrida deixou sequelas como depressão, medo de lidar com estranhos, desconforto, insegurança e tristeza. Constatamos que a escola, de modo geral, tem um papel importante no combate à violência de gênero e na promoção de justiça social. |
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Mobilização identitária de estudantes de graduação pertencentesao universo LGBTQIA+ em contexto de aprendizagemMinorias sexuais e de gêneroIdentidade de gênero na educaçãoIdentidade sexualViolência de gêneroContexto escolarEsta pesquisa narrativa experiencial, de abordagem qualitativa e orientação exploratória, realizada em formato metodológico de um estudo multicaso, buscou conhecer como os estudantes de um curso de Letras, que se identificam com o universo LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros, queers, intersexo, assexuais e mais), mobilizam, negociam, constroem e exercem suas identidades naquele contexto. O marco teórico do trabalho foi composto pelo conceito de identidade de Norton e Toohey (2011), por insumos da Teoria Queer, pelo entendimento de estereotipia conforme Lippmann (2010), de bullying, na perspectiva de Warwick, Chase e Aggleton (2004) e de homofobia, como proposto por Borrillo (2010). A geração dos dados foi feita por meio de gravações em áudio de três entrevistas semiestruturadas e uma narrativa com três participantes, fornecidas ao longo de dez meses. Da transcrição da primeira entrevista, foram extraídos os excertos que revelam as opiniões dos participantes sobre a sua identidade de gênero e orientação sexual. Esses excertos foram, então, incorporados ao capítulo de análise e discutidos à luz da teorização abraçada. O mesmo tratamento foi dado à segunda entrevista para apresentar e discutir a mobilização, a negociação e a construção identitária dos participantes no contexto do curso de Letras do CEFET-MG. Da transcrição da terceira entrevista, foram pinçados os relatos dos estudantes relativos ao material didático utilizado e ao discurso dos professores das Oficinas de Leitura e Produção de Textos em Língua Estrangeira I, II, III e IV, ministradas no 3º, 4º, 5º e 6º períodos do curso respectivamente. Por fim, da narrativa oral foram identificadas, quantificadas e discutidas todas as experiências de violência sofridas pelos participantes. Como resultados, verificamos que os participantes percebem o gênero como um construto social, determinado com base no sexo biológico. Sentem que a sexualidade e o gênero são assuntos tabu em nossa sociedade. Enxergam as religiões são como instâncias que concorrem para perpetuar o padrão hegemônico heteronormativo e, por isso, dificultam ou impedem as pessoas de mobilizarem suas identidades de gênero e sexualidades. Constatamos também que os participantes experimentaram preconceito, bullying e estereotipia no contexto escolar e fora dele. A violência sofrida deixou sequelas como depressão, medo de lidar com estranhos, desconforto, insegurança e tristeza. Constatamos que a escola, de modo geral, tem um papel importante no combate à violência de gênero e na promoção de justiça social.The present work is an experiential narrative research with a qualitative approach and exploratory orientation carried out in the methodological format of a multicase study. It sought to investigate how students of an undergraduate course of Arts in Letters who identify themselves with the LGBTIQ+ universe (lesbian, gay, bisexual, transgender, intersex, queer and nonheteronormative community), mobilize, negotiate, construct and live their identities in that context. The theoretical framework of this research was composed by the identity concept from Norton and Toohey (2011), from Queer Theory, stereotypes’ concept from Lippmann (2010), bullying as defined by Warwick, Chase e Aggleton (2004) and homofobia as proposed by Borrillo (2010). Data generation was done through audio recordings of three semi-structured interviews and a narrative with three participants, provided over ten months. From the transcript of the first interview, excerpts that reveal the participants' opinions about their gender identity and sexual orientation were extracted. These excerpts were then incorporated into the analysis chapter and discussed in the light of the theorization embraced. The same treatment was given to the second interview to present and discuss the mobilization, negotiation and identity construction of the participants in the context of the undergraduate course of Letters at CEFET-MG. From the transcript of the third interview, the students' reports regarding the didactic material used and the speech of the teachers of the disciplines: Workshops on Reading and Text Production in Foreign Languages I, II, III and IV, taught in the 3rd, 4th, 5th and 6th course periods respectively. Finally, from the oral narrative, all experiences of violence suffered by the participants were identified, quantified and discussed. As a result, we found that participants perceive gender as a social construct, determined based on biological sex. They feel that sexuality and gender are taboo subjects in our society. They see religions as instances that compete to perpetuate the hegemonic heteronormative pattern and, therefore, make it difficult or prevent people from mobilizing their gender identities and sexualities. We also found that the participants experienced prejudice, bullying and stereotyping in the school context and outside it. The violence suffered left sequelae such as depression, fear of dealing with strangers, discomfort, insecurity and sadness. We found that the school, in general, has an important role in fighting against gender violence and in promoting social justice.Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas GeraisPrograma de Pós-Graduação em Estudos de LinguagensBrasilCEFET-MGBambirra, Maria Raquelhttp://lattes.cnpq.br/2281336030427188http://lattes.cnpq.br/8442072730582376Silva, Sérgio Raimundo Elias daQueiroz, Luiz Gonzaga MorandoAvelar, Silvana Lucia Teixeira deLopes, Luiz Carlos GonçalvesRibeiro, Ludmila Ameno2025-05-14T14:53:23Z2022-09-262025-05-14T14:53:23Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1459porreponame:Repositório Institucional do CEFET-MGinstname:Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)instacron:CEFETinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-03-31T14:52:44Zoai:repositorio.cefetmg.br:123456789/1459Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.cefetmg.br/server/oai/requestrepositorio@cefetmg.bropendoar:2026-03-31T14:52:44Repositório Institucional do CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)false |
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