Influência da adição de boro na resistência ao desgaste abrasivo do ferro fundido branco alto cromo
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Materiais Brasil CEFET-MG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/932 |
Resumo: | Os ferros fundidos branco alto cromo (FFCr) são ligas ferrosas com alta resistência ao desgaste. Isso se deve à elevada fração volumétrica de carbonetos eutéticos (10 - 30%) que é distribuída em uma matriz metálica constituída de austenita, martensita e carbonetos secundários do tipo MyCx. Nesse trabalho, foi estudado o efeito da adição de boro na resistência ao desgaste dos ferros fundidos brancos alto cromo, com adição de molibdênio. Para alcançar tal objetivo, incialmente foram fundidas ligas de FFCr da classe ASTM A532 IIIA com e sem adição de boro. Posteriormente, as ligas foram tratadas termicamente passando por recozimento, desestabilização e revenimento. Após o tratamento térmico, as amostras foram usinadas e cortadas. Foram realizados os seguintes ensaios: (i) metalografia das ligas (lixamento e polimento e ataque com Vilela, Glicerégia, Murakami e Behara-Martensita) por microscopia óptica, (ii) difração de raios X (DRX), (iii) mapeamento químico e análise de EDS pontual nos constituintes, (iv) dureza Vickers, (v) dureza por penetração instrumentada (matriz e carbonetos das amostras tratadas termicamente), (vi) desgaste abrasivo por roda de borracha em condição mais severa e mais branda para avaliar o comportamento das ligas (vii) perfilometria e microscopia eletrônica de varredura das superfícies desgastadas. Os resultados mostraram microestrutura eutética para a amostra sem adição de boro e microestrutura hipereutética para a liga com adição de boro e presença de carbonetos secundários após tratamento térmico para a liga com boro. A fração volumétrica de carbonetos e a dureza da liga contendo boro foram maiores que da liga sem boro. Em relação ao desgaste abrasivo, a resposta das ligas ao esforço dependeu das condições a que foram submetidas. Para uma severidade maior de ensaio (carga de 130N), a liga sem boro apresentou melhor desempenho. Para uma severidade menor (carga de 45N), a liga com boro apresentou melhor desempenho. Foi possível, então, correlacionar a microestrutura e a dureza com a resistência ao desgaste das ligas. Ficou claro que o desgaste depende, além das propriedades intrínsecas ao material, das condições tribológicas a que o material é submetido. |
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Foram realizados os seguintes ensaios: (i) metalografia das ligas (lixamento e polimento e ataque com Vilela, Glicerégia, Murakami e Behara-Martensita) por microscopia óptica, (ii) difração de raios X (DRX), (iii) mapeamento químico e análise de EDS pontual nos constituintes, (iv) dureza Vickers, (v) dureza por penetração instrumentada (matriz e carbonetos das amostras tratadas termicamente), (vi) desgaste abrasivo por roda de borracha em condição mais severa e mais branda para avaliar o comportamento das ligas (vii) perfilometria e microscopia eletrônica de varredura das superfícies desgastadas. Os resultados mostraram microestrutura eutética para a amostra sem adição de boro e microestrutura hipereutética para a liga com adição de boro e presença de carbonetos secundários após tratamento térmico para a liga com boro. A fração volumétrica de carbonetos e a dureza da liga contendo boro foram maiores que da liga sem boro. Em relação ao desgaste abrasivo, a resposta das ligas ao esforço dependeu das condições a que foram submetidas. Para uma severidade maior de ensaio (carga de 130N), a liga sem boro apresentou melhor desempenho. Para uma severidade menor (carga de 45N), a liga com boro apresentou melhor desempenho. Foi possível, então, correlacionar a microestrutura e a dureza com a resistência ao desgaste das ligas. Ficou claro que o desgaste depende, além das propriedades intrínsecas ao material, das condições tribológicas a que o material é submetido.High Chromium Cast Iron (HCCI) are ferrous alloys with high wear resistance. This is due to the high volumetric fraction of eutectic carbides (10 - 30%) that is distributed in a metallic matrix consisting of austenite, martensite and secondary carbides (MyCx). In this work the effect of the boron addition in the HCCI microstructure will be studied. To achieve this purpose, HCCI alloys of the ASTM A532 IIIA class was initially cast with and without boron addition. Subsequently, the alloys were thermally treated by annealing, destabilization and tempering. After the heat treatment, the samples were machined and cut. The following tests were performed: (i) metallography (sanding, polishing and Vilela, Glicyregia, Murakami and Behara-Martensita etching) by optical microscopy, (ii) X-ray diffraction (XRD), (iii) chemical mapping and spot EDS analysis on constituents, (iv) Vickers hardness, (v) instrumented penetration hardness (vi) abrasive wear for rubber wheel in severe and softer condition to evaluate the behavior of alloys (vii) profilometry and scanning electron microscopy of worn surfaces. The results showed eutectic microstructure for a sample without boron and hypereutectic microstructure for the alloy with boron addition and presence of secondary carbides after heat treatment for the alloy with boron. The volumetric fraction of carbides and the hardness of the alloy containing boron were higher than the alloy without boron. In relation to abrasive wear, a response of the alloys to the stress depending on the conditions under which they are subjected. For a higher test severity (130N load), the non-boron alloy showed better performance. For a lower severity (45N load), the boron alloy presented better performance. It was possible to correlate the microstructure and hardness with alloys wear resistance. It was clear that the wear depends, in addition to the properties intrinsic to the material, of the tribological conditions to which the material is subjected.Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas GeraisPrograma de Pós-Graduação em Engenharia de MateriaisBrasilCEFET-MGPinheiro, Ivete PeixotoGodoy, Geralda Cristina Durãeshttp://lattes.cnpq.br/6117501358477717http://lattes.cnpq.br/4553553772075790http://lattes.cnpq.br/4329386108329268Pinheiro, Ivete PeixotoGodoy, Geralda Cristina DurãesCorrêa, Elaine Carballo SiqueiraLima, Marília Mendonça deAntônio, Loudiana Mosqueira2025-03-25T16:04:00Z2018-02-272025-03-25T16:04:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/932porreponame:Repositório Institucional do CEFET-MGinstname:Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)instacron:CEFETinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-03-31T14:41:48Zoai:repositorio.cefetmg.br:123456789/932Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.cefetmg.br/server/oai/requestrepositorio@cefetmg.bropendoar:2026-03-31T14:41:48Repositório Institucional do CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)false |
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